Os donos de galerias de arte de Manaus têm combatido a ideia de que tais obras sejam artigos de luxo supérfluos para poderem aproveitar melhor o potencial de compra dos manauenses, que pode ser surpreendente bom em alguns casos. “Pelo fato de haver poucas galerias em Manaus, a concorrência não é tão acirrada. O mercado é promissor, mas faltam políticas de fomento à cultura”, analisou o proprietário do Palácio das Artes Galeria, José Carlos Pinheiro.
Ele disse perceber o mercado local como crescente, porém difícil – isso devido principalmente à falta de costume do povo amazonense em frequentar exposições. “Quando o primeiro grande shopping foi inaugurado em Manaus muitas pessoas ficavam arredias por acharem que era um local onde os preços eram altos. É basicamente isso que acontece com as galerias – as pessoas veem a obra de arte como um item de luxo”, afirmou.
No Palácio das Artes, a principal modalidade de exposição é por meio da consignação, na qual o artista deixa suas obras em posse da galeria e esta faz a venda, cobrando uma porcentagem que varia entre 30% e 50%. Todo o material apresentado por artistas à galeria passa por uma análise prévia para a empresa decidir se fica com a obra ou não. Pinheiro disse valorizar o artista local e que pensa ser importante os profissionais da região não se espelharem em culturas alheias.
Já o diretor da Gaia (Galeria de Arte e Imaginário da Amazônia), Frank Barros, afirmou ter se surpreendido com o mercado manauara, que não tinha se mostrado promissor nas pesquisas de marketing feitas antes da instalação da galeria, mas que trouxe ótimos resultados. Ele destacou que sua galeria é a única de Manaus com temática exclusivamente amazônica, mas apesar disso artistas de qualquer parte do mundo podem expor ou ceder seus trabalhos à Gaia, desde que abordem a temática regional.
Segundo Barros, a galeria não possui apenas cunho comercial, tendo também o objetivo de dar visibilidade aos artistas para o grande público. De acordo com ele, a Gaia procura adquirir todas as obras aprovadas pela curadoria, dificilmente trabalhando com consignação. Barros comentou a intenção da empresa, que é desmistificar o pensamento de que obra de arte deve ter um preço alto. O espaço também está alcançando novos horizontes com três exposições simultâneas em Nova York, nos Estados Unidos, uma delas na sede da ONU (Organização das Nações Unidas).
O empresário afirmou ter como objetivo fazer seis exposições individuais por ano. Ele disse estar surpreso com o reconhecimento da galeria em tão pouco tempo – inaugurou em março deste ano – e que primeiramente pensava em um retorno somente para os próximos três ou quatro anos. “Para uma galeria de arte com menos de um ano de funcionamento, conseguir três exposições simultâneas fora do país é um grande feito”, declarou. Nos dois casos abordados, os proprietários preferiram não comentar volumes movimentados e valores de venda.
Mercado de galerias é pequeno e promissor
Em: 16 de novembro de 2009
Os donos de galerias de arte de Manaus têm combatido a ideia de que tais obras sejam artigos de luxo supérfluos para poderem aproveitar melhor o potencial de compra dos manauenses, que pode ser surpreendente bom em alguns casos
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

Sancionada lei de incentivo à instalação de data centers
16 de setembro de 2026

Grammy Latino 2026: Anitta, Marina Sena e Ana Castela são artistas brasileiras indicadas
16 de setembro de 2026

Lula chama Trump de ‘amigo’ e diz que o alertou para não interferir nas eleições do Brasil
16 de setembro de 2026


STF retoma sesões após suspensão de casos Moraes e Mendonça
16 de setembro de 2026

Mark Zuckerberg critica apelos para desacelerar desenvolvimento da IA
16 de setembro de 2026

Cantora Mahmundi faz show no Encruzilhada Bar neste sábado (19/09)
16 de setembro de 2026

Mercado de beleza se divide entre preços baixos e luxo
16 de setembro de 2026