Deficit em transações correntes atinge US$ 2.9 bi

Em: 25 de novembro de 2009
O deficit em transações correntes no Brasil chegou a US$ 2.911 bilhões em outubro, ante US$ 2.31 bilhões em setembro
O deficit em transações correntes no Brasil chegou a US$ 2.911 bilhões em outubro, ante US$ 2.31 bilhões em setembro

O deficit em transações correntes no Brasil chegou a US$ 2.911 bilhões em outubro, ante US$ 2.31 bilhões em setembro. No acumulado do ano, o deficit é de US$ 14.788 bilhões, melhora em relação aos US$ 28.192 bilhões registrados no mesmo período de 2008. Os números foram divulgados ontem pelo Banco Central.
Entram nessa conta o resultado da balança comercial, os gastos do país com serviços, as remessas de lucros e as transferências unilaterais.
Em outubro, o resultado da balança comercial foi superavitario em US$ 1.328 bilhão. A conta de serviços e rendas teve deficit de US$ 4.456 bilhões e as transferências unilaterais registraram superavit de US$ 216 milhões.
Investimentos estrangeiros
Os investimentos estrangeiros no mercado financeiro subiram significativamente em outubro, fechando o mês em US$ 17.119 bilhões. Em setembro, os investimentos em carteira somaram US$ 6.835 bilhões.
O investimento total em ações foi de US$ 14.449 bilhões, sendo US$ 9.705 bilhões negociados no país e o restante negociados em ações de empresas brasileiras no exterior. Outros US$ 2.67 bilhões foram aplicados em renda fixa. O resultado foi impactado pelo lançamento de ações do Santander, no começo do mês passado.
Houve aumento também em relação a outubro de 2008, quando, no ápice da crise financeira, houve saída de US$ 7.877 bilhões de investimentos estrangeiros em carteira do Brasil. No ano, essas aplicações somam US$ 39.81 bilhões, contra deficit de US$ 767 milhões no mesmo período do ano passado.
Já os investimentos de estrangeiros no setor produtivo caíram em relação ao mês anterior, fechando outubro em US$ 1.563 bilhão. Em setembro, haviam sido de US$ 1.81 bilhão.
No ano, esses investimentos somam US$ 19.254 bilhões, contra US$ 45.05 bilhões no mesmo período de 2008.
No mês passado, o governo instituiu a cobrança de 2% de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) sobre capital estrangeiro investido em ações e renda fixa. A medida é uma forma de diminuir a entrada de capital especulativo no país e evitar a valorização excessiva do real.
Impulsionados pela valorização do real, os gastos dos turistas brasileiros no exterior chegaram a US$ 1.236 bilhão em outubro, de acordo com dados divulgados pelo BC.
Em setembro, os brasileiros haviam deixado US$ 1.05 bilhão no exterior em viagens. No ano, o valor soma US$ 8.703 bilhões, abaixo, porém, dos US$ 10.962 bilhões registrados no mesmo período do ano passado.
Os gastos dos estrangeiros no Brasil subiram em outubro, fechando o mês em US$ 451 milhões, contra US$ 401 milhões em setembro.
No acumulado do ano, os turistas estrangeiros já gastaram US$ 4.32 bilhões no Brasil, contra US$ 5.78 bilhões no mesmo período de 2008.
Como os brasileiros gastaram mais em viagens ao exterior, o saldo dos dez primeiros meses é deficitário em US$ 4.38 bilhões.
Os investimentos estrangeiros no mercado financeiro subiram significativamente em outubro, fechando o mês em US$ 17.119 bilhões, o maior valor desde o início da série histórica do Banco Central, em 1947. No mês de setembro, os investimentos em carteira somaram US$ 6.835 bilhões.
O investimento total em ações foi de US$ 14.449 bilhões, número também recorde, sendo US$ 9.705 bilhões negociados no país -outro valor inédito- e o restante negociados em ações de empresas brasileiras no exterior. Outros US$ 2.67 bilhões foram aplicados em renda fixa.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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