Minapim aborda micro e nanotecnologia

Em: 27 de novembro de 2009
Objetivo foi discutir possíveis soluções para a deficiência em informações científicas no Brasil por conta da não aplicação de políticas do governo federal voltadas ao assunto
Objetivo foi discutir possíveis soluções para a deficiência em informações científicas no Brasil por conta da não aplicação de políticas do governo federal voltadas ao assunto

Por Henrique Saunier

O seminário Minapim 2009 (Micro e NanoTecnologia do Polo Industrial de Manaus), que iniciou na última quinta-feira e encerra neste sábado no auditório da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus), aborda o tema Tecnologias para um Mundo Melhor. O diretor de relações internacionais da Suframa, Hernan Valenzuela, declarou que a atividade tem por objetivo discutir as possíveis soluções para a deficiência em informações sobre a ciência no Brasil por conta da não aplicação de políticas do governo federal voltadas ao assunto.
Segundo ele, o lema do seminário é “atualizando a tecnologia” e uma das vantagens que as discussões trazem para a ciência brasileira, para os professores e para os alunos participantes é o contato com as soluções e inovações que estão acontecendo nos grandes laboratórios do mundo. “Aos participantes é permitido ficar por dentro do que vai acontecer daqui a cinco anos e ser incluído em um ciclo científico que não acontece com frequência no país. Isso está ocorrendo porque os institutos com os quais a Suframa possui acordo de cooperação se dispuseram a participar”, afirmou.
O seminário aborda os sub-temas Micro e Nano-Tecnologia, Energias Renováveis e Tecnologias de Reciclagem, que serão tratados nos três dias de seminário. Segundo Valenzuela, todos os institutos participantes estão com novidades, cada um em sua área de atuação. “A parte ambiental é importantíssima para nós que estamos na Amazônia, mas não mais ou menos importante que a médica. As palestras dos profissionais da área médica estão sendo maravilhosas, com des­taque para a de Tecnologias em Micro-Sistemas para Implantes Médicos, ministrada pelo doutor belga Hercules Neves, da Imec (Interuniversity MicroElectronics Center)”, ressaltou.
Outro ponto relevante do primeiro dia de atividades foi a sessão sobre TV Digital. Para Valenzuela, um dos assuntos mais importantes para o Brasil no momento. A sessão contou com os cinco maiores fabricantes de semi-condutores do mundo, usados na fabricação do setup-box, aparelho que converte a transmissão analógica para a digital e integra a maioria dos aparelhos televisivos equipados com a tecnologia. O diretor enfatizou que o Brasil tem o padrão de sistema digital desenvolvido pelo Japão, que também foi adotado pelo Chile, Argentina e Peru. A reunião foi conduzida pela presidência da Casa Civil, representada pelo assessor especial André Barbosa, com objetivo de promover uma conversa entre estes fabricantes, a indústria local e o govero federal, a fim de buscar um custo mais baixo dos semi-condutores. Valenzuela destacou que o Brasil tem que procurar maneiras para baratear o aparelho, pois é um mercado acirrado.
Na programação também teve destaque a sessão Energias Renováveis, que mostrou tecnologias nunca antes vistas no Brasil. Uma das soluções é de uma empresa de energia geotermal. Outra é da empresa Flagsol, que está construindo a maior usina de energia solar do Egito, que abastecerá a Europa. O objetivo deste painel foi o de fazer uma série de propostas políticas de consumo de energia renovável para Amazônia Ocidental.
Uma exposição de novas tecnologias, com a participação de empresas internacionais e nacionais, também chamou a atenção do público presente no hall da Suframa, assim como uma competição e exposição de robótica com a participação de oito universidades locais.

Competição de robôs faz jovens buscarem automação

A competição de robôs, que atraiu um público curioso foi uma forma de mostrar o trabalho que as universidades estão fazendo no ramo da engenharia. De acordo com o professor da UEA (Universidade Estadual do Amazonas), Marivan Gomes, as universidades têm muita interação com as indústrias e essa é uma forma de incentivar os jovens a entrar no segmento de automação e de inteligência artificial, de forma que a indústria tenha ganho com isso. Segundo Gomes, o futuro da robótica é muito promissor pois a cidade de Manaus já possui indústrias que utilizam vários tipos de robôs em suas funções produtivas rotineiras.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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