Proibição de propaganda e Lei seca antecedem eleição na Bolívia

Em: 7 de dezembro de 2009
Uma drástica lei seca e a proibição de propaganda e reuniões políticas começaram a vigorar na sexta-feira na Bolívia, dois dias antes das eleições gerais deste domingo, das quais 5 milhões de cidadãos deverão participar
Uma drástica lei seca e a proibição de propaganda e reuniões políticas começaram a vigorar na sexta-feira na Bolívia, dois dias antes das eleições gerais deste domingo, das quais 5 milhões de cidadãos deverão participar

Uma drástica lei seca e a proibição de propaganda e reuniões políticas começaram a vigorar na sexta-feira na Bolívia, dois dias antes das eleições gerais deste domingo, das quais 5 milhões de cidadãos deverão participar. Serão eleitos o presidente, o vice, 130 deputados e 36 senadores.
Conforme a legislação boliviana, as leis se tornam mais rígidas conforme a proximidade dos horários de votação. No dia do pleito em si, os bolivianos ficam impedidos, por exemplo, de ir de uma região para outra.
No caso da lei seca, a proibição vale também para as residências, começando 48 horas antes da votação e durando até 12 horas depois.
No mesmo período, é “absolutamente proibido portar armas de fogo e perfuro-cortantes ou instrumentos contundentes e perigosos”. Ficam proibidas ainda a propaganda política, as manifestações ou “incitações a interromper a ordem pública nas proximidades dos domicílios eleitorais ou mesas de votação”.
O presidente da Bolívia, Evo Morales, deverá se reeleger, em primeiro turno, no pleito deste domingo. Pesquisas de intenções de voto revelam que ele tem a preferência de mais de 50% dos eleitores e pelo menos 30 pontos percentuais na frente de seu principal concorrente, Manfred Reyes Villa.
Com isso, Morales vê nas cadeiras do Congresso o maior prêmio em disputa. Uma maioria no Senado, atualmente controlado pela oposição, derruba o bloqueio dos autonomistas contra as políticas nacionalistas e controversos temas indígenas que ficaram de fora neste primeiro ano da nova Constituição. Pesquisas de intenção de voto mostram o governista MAS (Movimento ao Socialismo) com maioria simples no Senado -o que, com alianças, garantiria os dois terços necessários para evitar qualquer bloqueio.
No primeiro mandato, Morales enfrentou uma oposição dura -liderada pelo rico Departamento (Estado) de Santa Cruz- que fazia campanha pela autonomia departamental e que aproveitou a maioria no Senado para arrastar a votação da nova Constituição e obrigar Morales a ceder em vários pontos e deixar outros em aberto -como acordos bilaterais e temas de autonomia de povoados indígenas.
Com a conquista da autonomia nos principais Departamentos (Santa Cruz, Beni, Pando e Tarija), a oposição não encontrou outro tema de agenda nacional e apresentou-se às eleições com sete candidatos, nenhuma figura forte e visivelmente esvaziada.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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