O mau humor com a economia mundial deu o tom dos negócios na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que se manteve em terreno negativo na maior parte do pregão de sexta-feira. A perspectiva de um ajuste dos juros nos EUA e o medo pela economia europeia foram os assuntos predominantes nas mesas de operações.
O Ibovespa, termômetro dos negócios da Bolsa paulista, retraiu 0,41% no fechamento, aos 66.794 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,46 bilhões.
Há pelo menos duas análises fortes, que influenciaram os negócios na jornada de hoje: primeiro, a percepção de que a economia americana melhorou o suficiente para que o Federal Reserve inicie a retirada de estímulos aos agentes financeiros; segundo, a avaliação de que o rebaixamento da “nota” da Grécia lança uma ‘sombra’ sobre as demais economias europeias, também às voltas com problemas fiscais.
Outros analistas também citaram a China: o governo desse país está preocupado com uma possível “bolha” no setor imobiliário -um assunto recorrente entre analistas econômicos- e também pode subtrair parte das medidas tomadas no auge da crise de 2008.
“O mercado comenta pelo menos dois sinais de que o FED (BC dos EUA) deve subir os juros: primeiro, os grandes bancos já começaram a devolver o dinheiro tomado (no pior momento da crise); segundo, o FED já avisou que vai reduzir parte daquelas operações de emergência para dar dinheiro ao setor financeiro. É possível que ele vislumbre uma grande melhora da economia no ano que vem, ou até o fim da recessão”, comenta Antonio Cesar Amarante, gestor de investimentos da corretora Senso.
Nos últimos dias, vários bancos e gestores de investimentos publicaram projeções em que apontam a Bolsa de Valores na casa dos 80 mil pontos, ou mais.
Para Amarante, é mais provável que o mercado de ações passe por um período de realização (vendas) ainda mais forte no curto prazo, derrubando o índice Ibovespa para os 65 mil pontos e, possivelmente, para os 60 mil.
“Ainda há um sentimento de otimismo exagerado com relação à economia mundial”, acrescenta.
Entre as principais notícias do dia, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) reportou uma taxa de desemprego de 7,4% em novembro, ante 7,5% no mês anterior. Trata-se do melhor resultado para um mês de novembro desde o início da série histórica, em 2002.
No front externo, o instituto econômico alemão Ifo informou que o nível de confiança do empresário da Alemanha na economia de seu país aumentou em dezembro para o maior patamar desde julho de 2008.
A OGX, braço de petróleo e gás natural do grupo EBX, do empresário Eike Batista, anunciou uma nova descoberta de indícios de petróleo em blocos na Bacia de Campos, a maior região produtora no país. Trata-se do oitavo anúncio neste ano, embora a empresa somente leve em consideração dois campos, com reservas definidas. A ação ordinária valorizou 3,60% no pregão da Bovespa.
A CSN (Companhia Siderúrgica Nacional) ofereceu US$ 5,5 bilhões pela portuguesa Cimpor, maior produtora de cimento daquele país.
Bovespa encerra semana de pessimismo com recuo de 0,41%
Em: 21 de dezembro de 2009
O mau humor com a economia mundial deu o tom dos negócios na Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo), que se manteve em terreno negativo na maior parte do pregão de sexta-feira.
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

O boom do mercado livre de energia no Brasil e a busca por contratos verdes
18 de setembro de 2026

Seca no Norte pode elevar custo de transporte de contêineres em até 150%, diz consultoria
18 de setembro de 2026

Justiça Eleitoral rejeita cerca de 1,2 mil registros de candidatura
18 de setembro de 2026

CNI avalia que Política Nacional de Minerais Críticos fortalece a indústria brasileira
17 de setembro de 2026

Grammy Latino 2026: Anitta, Marina Sena e Marisa Monte são indicadas
17 de setembro de 2026

Campanha de Lula aciona TSE e pede direito de resposta após propaganda eleitoral de Flávio
17 de setembro de 2026

Anúncio com a ressalva ‘só para rodar’ é sinal de documentação irregular
17 de setembro de 2026

Conselho sobre minerais críticos é detalhado com 18 competências e reforça teor geopolítico
17 de setembro de 2026