772 dias sem resposta e o silêncio de governadores

Em: 28 de outubro de 2025

O Estado do Amazonas precisa compreender por que a ONG Fundação Amazônia Sustentável (FAS) atravessou quatro governos — Eduardo Braga, Omar Aziz, José Melo e Wilson Lima — sem qualquer questionamento público de seus gestores. Enquanto isso, apenas o senador Plínio Valério tem cobrado, de forma reiterada, esclarecimentos do dirigente da FAS sobre declarações dadas sob juramento na CPI das ONGs. Essa postura parlamentar já resultou, inclusive, no envio de documento oficial à instituição — que permanece sem resposta. Chama atenção, também, o comportamento de políticos que hoje exercem mandatos em Brasília e que poderiam contribuir para trazer transparência ao uso de recursos vinculados à socioeconomia da floresta no Amazonas. Por que o silêncio dos senadores Eduardo e Omar? Da mesma forma, causa estranheza a postura do MPF-AM, que tem como uma de suas atribuições zelar pela correta aplicação de recursos destinados a Povos e Comunidades Tradicionais. Se há interesse público envolvido, é direito da sociedade saber quanto, como e com quem foi aplicado. Felizmente, já há movimentos do Ministério Público Federal do Amazonas investigando um outro tema, o “crédito de carbono no Projeto Mejuruá”, o que reforça a necessidade de ampliar a fiscalização sobre iniciativas semelhantes. No vídeo da CPI das ONGs — que disponibilizo no meu Portal www.thomazrural.com.br — fica evidente a falta de domínio do dirigente da FAS sobre políticas fundamentais para o desenvolvimento das comunidades, como assistência técnica e extensão rural. A recorrente utilização de muletas verbais, como o famoso “etc.”, apenas confirma o desconhecimento sobre temas que deveriam ser basilares na atuação da instituição. Outro ponto que merece reflexão é o anúncio feito em 2025 de uma mudança no comando da FAS somente para 2028. Qual a razão de um prazo tão longo? Que interesses justificam esse planejamento diferenciado? Até agora, não há explicações claras. O debate está aberto. A sociedade, as famílias beneficiárias e as instituições públicas merecem clareza, prestação de contas e acesso às informações. Enquanto essas respostas não surgirem, a cobrança permanece — como deve ser em qualquer democracia. Qual o motivo do silêncio das entidades que representam os engenheiros agrônomos, engenheiros florestais e de pesca? Cadê a promessa de procura de mercado de trabalho para esses profissionais? Estou falando de R$ 500 milhões movimentados por essa ONG, lembrando que tem mais R$ 78 milhões do banco alemão KFW sendo utilizado este ano em parceria com o governo estadual.  Continuo à disposição para publicar esclarecimentos e contrapontos. O espaço está aberto, só não aceito a continuidade da miséria e usar nosso povo do interior para captar recursos que não melhoraram em nada nossos indicadores. No Portal www.thomazrural.com.br divulgo o documento assinado pelo senador Plínio Valério. Lembrando que a CPI das ONGs, a declaração de que a ONG FAS usou milhões para pagar “assistência técnica” em unidades de conservação foi dada em setembro de 2023. O vídeo também está no Portal www.thomazrural.com.br

 28.10.2025

Thomaz Meirelles, administrador, servidor público federal, especialista na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected] ou [email protected]

Thomaz Meirelles

Servidor público federal aposentado, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected]
Pesquisar