O presidente do Banco Central argentino, Martín Redrado, foi confirmado no cargo ontem por uma nova sentença judicial. A decisão impede, por ora, que o governo o demita. Na semana passada, a presidente Cristina Kirchner determinou a demissão de Redrado depois que ele se recusou a usar reservas da instituição para o pagamento da dívida pública. A Justiça reverteu em seguida a destituição.
Segundo o jornal argentino “El Clarín”, ao avaliar recursos sobre a restituição, a juíza Maria José Sarmiento, que determinara o retorno de Redrado, converteu o processo em “ordinário” e retirou o caráter “urgente” pretendido pelo governo.
A decisão aumenta os prazos para a apresentação de recursos e, durante esse período, Redrado permanecerá no cargo. A medida inclui o caso das reservas, impedindo temporariamente o governo de utilizar o dinheiro.
Kirchner removeu Redrado do cargo na última sexta-feira porque ele se recusava a transferir US$ 6,5 bilhões para um fundo que garantiria o pagamento da dívida externa em 2010. A transferência também foi determinada por decreto, em 15 de dezembro passado. Redrado, que recorreu à Justiça e voltou ao cargo no mesmo dia, diz temer que o dinheiro seja embargado por outros credores da dívida argentina que recusaram a negociação do calote de 2001 e buscam ressarcimento na Justiça.
A contestação judicial encurralou a Casa Rosada. Partidos de oposição pediram à Justiça a anulação do decreto que criou o fundo até que o Congresso se pronuncie a respeito. Como a decisão judicial final está pendente, o comando do Banco Central está indefinido, o que provoca reflexos negativos no mercado.
Nova decisão judicial mantém presidente do BC argentino no cargo
Em: 12 de janeiro de 2010
O presidente do Banco Central argentino, Martín Redrado, foi confirmado no cargo ontem por uma nova sentença judicial
Redação
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