Durante muito tempo, o número reduzido de doutores na região Norte preocupou autoridades, institutos de pesquisa e centros de ensino, que dependem destes para o desenvolvimento e elevação do nível de pesquisas, principalmente no Amazonas. Hoje, essa preocupação é menor, uma vez que a Fapeam (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas) conquistou um importante resultado que confirma a mudança deste cenário, a formação do centésimo doutor com apoio de bolsa oferecida pela instituição.
O centésimo doutor é Roberto Sanches Mubarac Sobrinho, que acaba de retornar de Santa Catarina com o novo título conquistado a partir da defesa da tese “Vozes Infantis: As Culturas das Crianças Sateré-Mawé como Elementos de (Des)Encontros com as Culturas da Escola”.
Para o diretor-presidente da Fapeam, Odenildo Sena, isso representa muito se for levado em consideração o número de doutores no Estado do Amazonas, em locais como o Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia) – 190 – e Ufam (Universidade Federal do Amazonas) – 360 -, que até 2008 somavam 1.068 doutores.
“O centésimo doutor representa um número mágico que demonstra o grau do comprometimento da Fapeam com o desenvolvimento da ciência e tecnologia no Amazonas e com a melhoria da qualidade de vida da população, porque esses doutores pesquisam temas e problemas da região e após formados voltam ao Estado para aplicar seus conhecimentos e contribuir na formação de mais mestres e doutores”, destacou.
A conquista dessa marca faz parte de uma ação que vem ocorrendo desde 2003 e visa mudar o quadro da pós-graduação na região Norte por meio da implantação de programas de apoio à formação de recursos humanos pós-graduados no Estado do Amazonas. Ao todo, nesse período, foram contabilizadas cerca de 360 bolsas concedidas, com a certeza de que, em breve, o Amazonas terá um acréscimo de mais 260 doutores formados com o apoio da Fapeam, que já investiu mais de R$ 16,7 milhões nessa área.
O centésimo doutor também traz à tona um dado sobre a mudança do perfil da formação de doutores no Amazonas. Antes só conquistavam o título pessoas com iniciativa e recursos próprios que largavam tudo para estudar fora ou professores de carreira quando conseguiam bolsas do CNPq/Capes. Hoje o perfil dos doutores é outro, são jovens mestres que em alguns casos não ingressaram ainda nas IES (Instituições de Ensino Superior) ou centros de pesquisas, mas que buscam a pós-graduação. “Houve uma mudança e um investimento muito grande por parte do governo para que atingíssemos essa meta, que tende a melhorar ainda mais com o lançamento de mais 170 bolsas concedidas com apoio da Capes, do CNPq e da Fapeam nos próximos meses”, concluiu.
Fundação de Amparo à Pesquisa do Amazonas titula seu centésimo doutor
Em: 13 de janeiro de 2010
Durante muito tempo, o número reduzido de doutores na região Norte preocupou autoridades, institutos de pesquisa e centros de ensino, que dependem destes para o desenvolvimento e elevação do nível de pesquisas, principalmente no Amazonas
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

Ipsos-Ipec: 33% avaliam governo Lula como ótimo ou bom; ruim ou péssimo sobe a 43%
16 de setembro de 2026

BC reduz juros básicos para 13,75% ao ano
16 de setembro de 2026
Projeção de IPCA em 12 meses no 1º tri de 2028, segue em 3,2%, diz Copom
16 de setembro de 2026

TCU alerta governo sobre risco de superestimação com receita para compensar isenção do IR
16 de setembro de 2026

Petrobras tem maior margem de lucro entre grandes petroleiras mundiais
16 de setembro de 2026

Aposentadoria aos 60 é sonho de 59% dos brasileiros; um terço acha que não conseguirá
16 de setembro de 2026

Sancionada lei de incentivo à instalação de data centers
16 de setembro de 2026

Grammy Latino 2026: Anitta, Marina Sena e Ana Castela são artistas brasileiras indicadas
16 de setembro de 2026