Unidos para clicar a Amazônia

Em: 5 de janeiro de 2026
Fotógrafos barés comemoram o Dia Nacional da Fotografia e do Fotógrafo, e a fundação da Arefcam.
Hoje, qualquer pessoa pode começar com um celular
Hoje, qualquer pessoa pode começar com um celular

No Brasil, o Dia Nacional da Fotografia e do Fotógrafo é celebrado em 8 de janeiro, marcando a chegada do daguerreótipo ao país em 1840, enquanto o Dia Mundial da Fotografia é em 19 de agosto, data do anúncio oficial da invenção, em Paris. A data de janeiro celebra a chegada da tecnologia e o desenvolvimento da profissão no Brasil, com o imperador Dom Pedro II sendo um entusiasta do novo invento.

Para comemorar a data e a fundação da Arefcam (Associação dos Repórteres Fotográficos Culturais do Amazonas), seus fundadores, os fotógrafos Cleomir Santos, Ricardo Balby, Eliton Gomes, e a fotógrafa Ana Paula Bias irão realizar a primeira exposição reunindo os 32 primeiros associados. O evento, denominado ‘Múltiplos olhares amazônicos’, acontecerá no dia 16 de janeiro, sexta-feira, às 19h, no Palácio da Justiça, numa parceria com a SEC (Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa) reunindo 32 fotos dos associados. Cada foto mede 40cm x 60cm.

“A exposição apresenta um vasto panorama da sensibilidade visual da região, reunindo obras que revelam a grandiosidade da Amazônia em suas múltiplas camadas”, falou Cleomir Santos.

“Cada fotografia representa um fragmento de histórias, vivências e emoções que se entrelaçam para compor uma narrativa maior sobre a Amazônia”, completou Ricardo Balby.

Sobre a importância de se criar uma associação de fotógrafos, os quatro fundadores da Arefcam deram suas opiniões.

“É importante abrir espaço para os novos fotógrafos e levar o seu trabalho, e dos fotógrafos profissionais, aos mais diversos espaços culturais, além de mostrar o valor da arte da fotografia enquanto arte da emoção que clica a imaginação”, disse Cleomir.

 

Surgem novos nomes

“A Arefcam nasce da necessidade de unir, fortalecer e representar os fotógrafos e produtores culturais do Amazonas, valorizando a profissão, criando oportunidades, defendendo direitos e ampliando a presença da fotografia amazônica nos espaços culturais, institucionais e no mercado criativo”, afirmou Balby.

“A Arefcam foi criada para promover e valorizar a fotografia e o trabalho dos profissionais da área em Manaus e no Amazonas. Busca fortalecer a categoria, garantir direitos e fomentar a produção cultural na região”, declarou Ana.

“A Arefcam fortalece a categoria, dá voz coletiva aos profissionais e valoriza a fotografia como uma linguagem cultural, histórica e social. A associação promove a união da classe, a troca de conhecimentos, a defesa de direitos, a qualificação profissional e o reconhecimento do fotógrafo como agente cultural”, confirmou Eliton.

A Arefcam foi fundada oficialmente no dia 7 de dezembro passado, e essa exposição de agora será a primeira reunindo os associados, muito embora ao longo de 2025 eles tenham realizado e participado de diversos outros eventos.

“Só eu e o Ricardo Balby realizamos a curadoria de sete exposições, em 2025, reunindo mais de 70 fotógrafos. E cada vez surgem novos nomes na fotografia. Antes o fotógrafo precisava iniciar com uma câmera, que nem todo mundo tinha condições de comprar. Hoje, qualquer pessoa pode começar com um celular e, à medida que vai evoluindo e se profissionalizando, investe numa câmera”, garantiu Cleomir.

“Nos definimos como repórteres fotográficos culturais porque cada exposição que realizamos não deixa de ser um evento cultural, que divulga imagens de Manaus e do Amazonas”, explicou.

Eliton, Ana, Cleomir e Ricardo, fundadores da Arefcam
Eliton, Ana, Cleomir e Ricardo, fundadores da Arefcam

Saídas fotográficas

Cleomir e Balby também promovem passeios nos quais os participantes exercitam suas habilidades em captar imagens.

“Denominamos de ‘saídas fotográficas’. Em 2025 fomos ao Parque Rio Negro, na orla do São Raimundo; embarcamos junto com o Eliton Gomes, cuja agência de turismo ‘A Beleza Amazônica Tur’, promove passeios ao encontro das águas, mergulho com os botos e visita a tribos indígenas. Os fotógrafos clicaram tudo; percorremos o roteiro turístico de Manaus e o Centro histórico; além de termos ido até Presidente Figueiredo, ou seja, nossas atividades fotográficas são muito intensas”, listou Ricardo.

“Para 2026, além de ‘Múltiplos olhares amazônicos’, já estamos programando as exposições ‘Segredos da floresta’ e ‘Elas’, esta, reunindo apenas fotógrafas, para os meses de fevereiro e março. Ainda estamos definindo locais e datas”, adiantou.        

“Fechamos uma parceria com o Sindicato dos Jornalistas para que os associados da Arefcam recebam uma carteira de repórter fotográfico, o que facilitará o acesso deles a lugares onde precisem realizar algum trabalho”, finalizou Cleomir.

Participam da ‘Múltiplos olhares amazônicos’: Alex Borja, Ana Paula Bias, Andre Iannuzzi, Andréa Mesquita, Celina da Silva, Cleomir Santos, Dayanna Kelly, Deuzalina Reina, Eliton Gomes, Fernando Salinas, Gedeon Santos, Jackson Gatell, Jamille Silva, Jane Uchôa, Joel Monteiro, Keila Silva, Kemel Barbosa, Luiz Guilherme, Marcelo Pachêco, Matheus Rodrigues, Mauro Smith, Max Cohen, Natan Zanes, Olvídia Dias, Patrick Holanda, Rayci Coelho, Ricardo Balby, Roberto Fonseca, Sergio Correa, Tereza de Jesus, Valter Calheiros e Verissima.

Evaldo Ferreira

é repórter do Jornal do Commercio
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