O Fed (Federal Reserve, o BC americano) decidiu, em sua primeira reunião de política monetária de 2010, manter a taxa básica de juros dos Estados Unidos no mesmo patamar em que a colocou em dezembro de 2008: em uma faixa de variação de zero a 0,25% ao ano -a menor desde a criação da instituição, em 1913.
A reunião ocorre em meio a certa tensão no Congresso quanto à recondução do presidente do banco, Ben Bernanke -que conta com o “mais forte apoio” do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, mas enfrenta resistência de alguns congressistas.
A economia americana se encontra em fase de recuperação: amanhã o governo anunciou a primeira estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) do país referente ao quarto trimestre do ano passado. Alguns analistas esperam um crescimento de mais de 5% -o banco JP Morgan, por exemplo, prevê expansão de 5,7%.
O dado, no entanto, é só uma leitura preliminar, que deve passar por duas revisões. No terceiro trimestre, a economia do país cresceu 2,2%, após uma leitura anterior de 2,8% e de uma estimativa inicial de 3,5%.
Mesmo com as revisões para baixo, o país saiu da recessão técnica em que se encontrava -os EUA passaram por uma série de quatro trimestres de queda, iniciada entre julho e setembro de 2008, quando a contração foi de 2,7%.
Sinal de alerta
Outro sinal da lenta, mas contínua, escalada da economia americana de volta à normalidade é o índice que apura o desempenho dos principais indicadores econômicos do país, apresentado no último dia 21. O indicador registrou alta de 1,1% em dezembro, acima do 1% (dado revisado) referente a novembro. Foi o nono avanço consecutivo no indicador.
O próprio FMI (Fundo Monetário Internacional) melhorou suas expectativas quanto aos EUA, a outros países ricos e à economia mundial para este ano. No caso específico da economia americana a projeção de expansão do PIB para 2010 passou para 2,7%, contra 1,5% antes. Em 2011 o crescimento deverá ser de 2,4% -0,4 p.p. (ponto percentual) menor que o previsto em outubro do ano passado, mas ainda assim um avanço considerável se comparado ao de outras economias ricas.







