A Caixa Econômica Federal implantou, na última sexta-feira, 5, em São Paulo (SP), o projeto de Apri (Automação dos Processos por Imagem) que automatiza e aperfeiçoa processos operacionais internos. Além de oferecer ganho de produtividade, a solução simplifica, controla e proporciona mais segurança aos negócios da Caixa, além de possibilitar a racionalização dos gastos com tinta e papel, reduzindo a utilização de recursos naturais e energéticos.
Com a implantação do projeto, os processos passam a tramitar internamente por meio eletrônico, com o envio e o recebimento de documentos em formato digital, propiciando economia de tempo e custo e atendendo o cliente com mais agilidade.
Segundo a vice-presidente de Tecnologia da Informação, Clarice Coppetti, “trata-se de uma opção da Caixa pela inovação, pela excelência no atendimento da sociedade brasileira e pela sua responsabilidade ambiental”. E completa: “É um projeto que busca a redução forte do uso, transporte e arquivamento de papel no banco”. O Apri corresponde aos desafios estratégicos da Caixa de adequar e racionalizar processos, implementar soluções integradas de tecnologia da informação e ser referencial como banco focado na RSE (Responsabilidade Social Empresarial) e no apoio ao desenvolvimento regional sustentável.
Menos custos
O projeto de “desmaterialização” de documentos para uso em escala nas operações da Caixa é pautado nas soluções tecnológicas corporativas de GED (Gerenciamento Eletrônico de Documentos), voltadas ao negócio Caixa, com resultados imediatos em relação à redução de custos e prazos, além de possibilitar que outras áreas de negócio utilizem os recursos em novas demandas.
Com a solução, a Caixa também pretende lançar os serviços de tratamento de documentos financeiros por imagem, com a digitalização de documentos pessoais do cliente, a criação de base com o padrão de assinatura e controle de poderes de clientes, a conferência eletrônica de assinaturas e a formalística de cheques e lacre digital de imagem com uso de certificado padrão ICP Caixa. Para implantar o Apri, a Caixa está investindo na aquisição de vários componentes, como escâneres, microcomputadores, discos magnéticos, servidores e softwares especializados.
A estratégia de gerenciamento de documentos permite ganho de escala, melhor controle e produtividade das atividades operacionais da Caixa. Trata-se de uma tecnologia que provê um meio de facilmente gerar, controlar, armazenar, compartilhar e recuperar informações existentes em documentos. Os sistemas de GED permitem aos usuários acessar os documentos de forma ágil e segura, normalmente via navegador Web, por meio de uma intranet corporativa.
O GED permite preservar esse patrimônio e organizar eletronicamente a documentação, para assegurar a informação necessária, na hora exata, para a pessoa certa. Em processos altamente dependentes do papel, o GED permite configurar de nova forma toda a cadeia produtiva e executar etapas simultâneas, oferecendo mais velocidade ao processo como um todo.
As novidades solução adotada estão no uso das tecnologias mais modernas como os reconhecimentos óticos de caracteres e marcas.
A utilização de sistema operacional baseado em software livre traz, além de inovação para o usuário final da agência, a conformidade com planejamento estratégico da Caixa. O incentivo e uso do software livre proporcionam a customização e ajustes e possibilita o domínio do conhecimento para o time da Caixa, a exemplo de ações bem sucedidas anteriormente como a internalização das loterias e o autoatendimento.
As autenticações feitas nas agências da Caixa geram cerca de 41 milhões de documentos financeiros por mês. Aproximadamente 8,5 milhões de cheques são recebidos e 12,8 milhões são remetidos aos bancos todos os meses.






