Os partidos políticos brasileiros conseguem ser tudo aquilo que os partidos políticos não deveriam ser. Nenhum deles possui um projeto para o país, pois o máximo que conseguem idealizar são programas partidários, onde os interesses pessoais estão acima dos anseios nacionais.
Também desconhecem o que seja ideologia e não sentem vergonha de se aliar hoje com quem discordavam ontem.
Dentre os partidos brasileiros, os de viés esquerdistas foram os que protagonizaram as maiores mudanças internas. Para se adaptar ao poder, o PT revolucionou sua conduta moral e ética. Abrandou o discurso contra a corrupção quando viu seus membros envolvidos em denúncias de mensalão ou escondendo dólares na cueca e foi conivente com os aloprados que quiseram forjar um dossiê para melar a candidatura de Geraldo Alkimin quando este concorreu contra o presidente Lula.
O mesmo PT que hoje prega a utilização de todos e quaisquer meios para eleger a ministra Dilma Rousseff presidente do Brasil, já pregou o discurso moralista de que os interesses do Brasil estão acima das ambições partidárias. É a mesma coisa da pedra sendo destruída pelo telhado de vidro.
É óbvio que os partidos políticos almejam o poder e desejam perpetuar-se nele, mas a história tem mostrado que a ambição desmedida leva a distorções que descambam para o desmando. O PT repete a história dos partidos brasileiros que um dia conquistaram o poder. A Arena (Aliança Renovadora Nacional), que deu sustentação ao governo militar era considerado o maior partido do Ocidente.
Esse mesmo processo se repetiu com o PDS e PMDB, que inchou com novos filiados quando José Sarney, ex-Arena e ex-PDS, assumiu a Presidência no lugar de Tancredo Neves. Até o nanico PRN, do ex-presidente Fernando Collor de Melo, viveu dias de agremiação grandiosa enquanto esteve no poder.
Hoje, o PT faz de seus objetivos os caminhos do país. Ao partido não interessam as coligações, não importa os companheiros ou mesmo os aliados regionais. Tudo pode ser deixado de lado se os fins levarem à vitória de Dilma Rousseff. Esse é um dos males do Brasil, a mania dos partidos políticos quererem ser maior que o país.







