Brasil tem queda de 78% no superavit da balança

Em: 2 de março de 2010
Questionado sobre quando sai o pacote de estímulos, Barral afirmou que não existe um pacote, mas uma série de medidas que estão em discussão no governo
Questionado sobre quando sai o pacote de estímulos, Barral afirmou que não existe um pacote, mas uma série de medidas que estão em discussão no governo

A balança comercial brasileira – diferença entre exportações e importações- fechou o mês de fevereiro com superavit de US$ 394 milhões, ante resultado de US$ 1.77 bilhão registrado no mesmo mês do ano passado.
A queda nesse comparativo é de 77,7%, com fevereiro registrando o pior resultado para o mês (fevereiro) desde o ano de 2002 (US$ 265.5 milhões).
Em janeiro deste ano, o país fechou o caixa com deficit de US$ 166 milhões.

Dados divulgados ontem pelo Ministério do Desenvolvimento, o saldo positivo é o resultado de exportações de US$ 12.2 bilhões e importações que somaram US$ 11,8 bilhões ao longo do mês. Isso equivale a uma média diária de exportação de US$ 677.6 milhões e US$ 655.7 milhões de importação.
A corrente de comércio (soma das duas operações) chegou a US$ 24 bilhões, o que representou uma movimentação média diária de US$ 1,3 bilhão.
Em fevereiro de 2009, a corrente de comércio atingiu US$ 17.4 bilhões.

Estimular as exportações

O secretário de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Welber Barral, afirmou que o governo estuda adotar uma série de medidas para estimular as exportações brasileiras.
“Muitas dessas medidas são na área tributária, mas há medidas na área cambial, e o BCl está estudando isso. Há medidas na área de simplificação e facilitação do comércio”, disse Welber Barral. Questionado sobre quando sai o pacote de estímulos, Barral afirmou que não existe um pacote, mas uma série de medidas que estão em discussão no governo. Dados divulgados pelo ministério, as exportações brasileiras em fevereiro somaram US$ 12.2 bilhões, uma média de US$ 677.6 milhões por dia útil, recorde para um mês de fevereiro.

Desse valor, 58,3% é composto por produtos industrializados, com mais valor agregado. Esse índice é inferior ao verificado em fevereiro de 2009 (61,9%).
Como o mercado interno brasileiro esteve bastante aquecido em fevereiro, o nível de importações cresceu de forma mais pronunciada que as exportações, o que gerou um saldo comercial bastante enxuto.

O mês registrou recorde de importação, principalmente de insumos e de exportação para o mês, considerando a média diária. Mas as importações foram mais marcantes para o resultado do mês, puxadas por uma demanda interna refeita da crise. “Houve aumento de importação para suprir produção que não existe no Brasil”, afirmou Barral. Para ele, outro efeito do mercado interno aquecido é a tendência de desvio das vendas para a própria demanda interna do país.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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