A indústria do turismo vai ser uma das contempladas com o aporte de recursos na ordem de R$ 800 milhões em crédito já disponibilizado neste ano para o setor produtivo do Estado. A intenção dos financiadores desses projetos, como o Banco da Amazônia e o Banco do Brasil é aquecer o fundo de caixa das empresas que atuam em indústria, comércio, serviços e o setor primário.
O superintendente regional do Banco da Amazônia, Antonio Carlos Benetti, informou que os R$ 700 milhões de recursos disponibilizados neste ano pelo banco compreendendo o FNO (Fundo Constitucional do Norte), FDA (Fundo de Desenvolvimento da Amazônia), Fundo da Marinha Mercante, OGA (Orçamento Geral da União) e recursos próprios serão aplicados ao longo do ano nos setores industrial, comercial, de serviços e rural. “O turismo, que está incluído nos projetos da indústria, é um setor que vai impulsionar por conta da preparação da cidade para a Copa de 2014”, destacou.
Antonio Carlos Benetti informou que no primeiro bimestre de 2010 o banco já contratou em torno R$ 150 milhões e tem em estudo para mais R$ 150 milhões em propostas que estão sendo negociadas para começarem a ser implementadas ainda neste mês de março. “A nossa expectativa é, até junho, atingir R$ 350 milhões de projetos internalizados no banco, ou seja, em estudo”, informou.
Conforme o superintendente, os projetos liberados são voltados para o PIM (Polo Industrial de Manaus), hotéis, portos e empresas de energia elétrica. Três deles são do segmento hoteleiro, todos na capital amazonense, sendo que dois tratam-se de hotéis de selva que vão construir uma base em Manaus para fazer a integração. “Vão receber os hóspedes na capital e levá-los para o interior”, informou.
Hoje e amanhã, o diretor comercial do Banco da Amazônia, Gilvandro Negrão, vai estar em Manaus. Juntamente com Antonio Carlos Benetti e técnicos da instituição financeira, o dirigente vai visitar dez clientes de grande porte, visando o fechamento de novos negócios nas áreas da indústria, comércio e serviços, voltados para o turismo. “Alguns já têm negócios com o banco e outros não”, afirmou.
Ambientalmente corretos
Visando incrementar ainda mais seus negócios no
Amazonas o Banco do Brasil, por meio de sua superintendência estadual tem disponível R$ 100 milhões neste ano para crédito às empresas de todos os portes que tenham projetos ambientalmente corretos. São recursos próprios do banco com linhas de financiamento elásticas.
O gerente da superintendência estadual do Banco do Brasil no Amazonas, Marcolino Rodrighero, disse que, se houver demanda por crédito superior aos R$ 100 milhões, o banco vai atender, porque há interesse em ampliar os negócios da instituição financeira no Estado do Amazonas. O foco são os projetos do setor produtivo, envolvendo empresas que atuam na indústria, comércio e o no setor primário.
Rodrighero disse que as empresas interessadas em financiar projetos podem se dirigir a qualquer uma das 17 agências do banco em Manaus ou em uma das 19 no interior do Estado. Vale destacar que algumas linhas de crédito do Banco do Brasil não necessitam da apresentação de projetos, a exemplo de custeio, com recursos do MCR 64 (Manual de Crédito Rural), voltado para empresas que atuam com industrialização ou beneficiamento. O custo do financiamento é de 6% ao ano.







