Dificuldade de conscientizar é maior com fornecedores

Em: 16 de março de 2010
Fundado em 5 de julho de 2001 por um grupo de pessoas interessados no desenvolvimento científico das relações de consumo e visando contribuir para o aperfeiçoamento destas relações, o Ibedec se tornou um aliado do consumidor do Distrito Federal
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Fundado em 5 de julho de 2001 por um grupo de pessoas interessados no desenvolvimento científico das relações de consumo e visando contribuir para o aperfeiçoamento destas relações, o Ibedec se tornou um aliado do consumidor do Distrito Federal

Fundado em 5 de julho de 2001 por um grupo de pessoas interessados no desenvolvimento científico das relações de consumo e visando contribuir para o aperfeiçoamento destas relações, o Ibedec (Instituto Brasileiro de Estudo e Defesa das Relações de Consumo) se tornou um aliado do consumidor do Distrito Federal e também do restante do Brasil. Hoje presidido pelo advogado José Geraldo Tardin, o instituto disponibiliza em sua páigna na internet (www.ibedec.org.br) informações de interesse nas relações de consumo, notícias e orientações diversas.
Com informativos, cartilhas e outros mecanismos disponibilizados no site e uso de mala direta, o Ibedec – uma entidade civil sem fins lucrativos – abrange os direitos do consumidor, incluindo questões trabalhistas e previdenciárias e temas relacionados a casa própria.
Na entrevista a seguir, José Geraldo Tardin fala com objetividade sobre essas relações entre empresas fornecedoras de produtos e serviços e o consumidor em geral, analisando que a maior dificuldade na aplicação do Código de Defesa do Consumidor, criado há 20 anos, é a conscientização dos fornecedores com relação ao respeito aos direitos dos clientes. Também fala sobre o trabalho desenvolvido pelo Ibedec nestes quase nove anos de existência. Leia a entrevista

Jornal do Commercio – De uma forma geral, como o sr. avalia as relações entre empresas e consumidores em uma comparação entre o início do Código de Defesa e hoje?

José Geraldo Tardin – A relação fornecedor e consumidor melhorou, mas está longe de ser adequada, tendo em vista que o governo teve que criar a Lei do SAC, para obrigar a empresa a atender bem seus fornecedores.

JC – Qual o setor que mais apresenta problemas de respeito aos direitos do consumidor atualmente?

Tardin – O setor mais reclamado é o de telefonia móvel.

JC – Comparando com outras nações, como o Brasil se destaca nesse campo dos direitos do consumidor?

Tardin – Sim, o código de defesa do consumidor brasileiro é o mais moderno do mundo.

JC – Qual(is) a(s) dificuldade(s) que ainda persiste(m) nas relações de consumo em nosso país? Ainda há muita desinformação dos consumidores com relação aos seus direitos?

Tardin – A maior dificuldade é conscientizar não o consumidor e sim o fornecedor.

JC – Muitas empresas parecem insistir em causar problemas para os consumidores, apesar de terem conhecimento amplo do Código de Defesa do Consumidor. Por que isso persiste, em sua opinião?

Tardin – Persiste pelo custo benefício, o que lucram com essa prática e o que pagam de indenização.

JC – O Ibedec, ao lado de outras organizações ligadas às relações de consumo e direitos do consumidor, como a ProTeste, tem sido aliado na conscientização da população brasileira. Qual a contribuição que o instituto tem dado a esse segmento, tanto para consumidores quanto para empresas?

Tardin – Nós praticamos a defesa do consumidor de três formas: orientação para relação de consumo, defesa do consumidor na via judicial e por intermédio de propositura de projeto de lei. Não praticamos qualquer tipo de conscientização as empresas.

JC – Quais meios o Ibedec coloca à disposição da população para conscientização e denúncias? Há utilização das redes sociais da internet, que hoje são usadas por empresas e pelo poder público até como meio de monitoramento de assuntos de seu interesse?

Tardin – Cartilhas, manuais, entrevistas, envio semanal de três textos com informação de relação de consumo.

JC – Existe algum trabalho conjunto do instituto com outras organizações afins e Procons do país?

Tardin – Apenas em Brasília é que temos parceria com o Procon para eventos.

JC – Nos casos acompanhados pelo Ibedec,
em média mensal, quantos são resolvidos de imediato e quantos chegam ao judiciário?

Tardin – Cerca de 95% conduzem ao judiciário.
JC – Quais os erros por parte de empresas e de consumidores devem ser evitados para que as pendências de ambos se tornem questões que permaneçam por anos sem solução?

Tardin – O melhor a fazer é uma consultoria preventiva. O consumidor deve sempre, ao adquirir qualquer tipo de produto ou assinar qualquer contrato, consultar um advogado ou instituto de defesa do consumidor.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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