Técnicos analisam igarapés da capital

Em: 17 de março de 2010
O governo do Estado, por meio do Prosamim (Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus), começou, nesta semana, um trabalho de levantamento da qualidade da água dos principais igarapés urbanos de Manaus
O governo do Estado, por meio do Prosamim (Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus), começou, nesta semana, um trabalho de levantamento da qualidade da água dos principais igarapés urbanos de Manaus

O governo do Estado, por meio do Prosamim (Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus), começou, nesta semana, um trabalho de levantamento da qualidade da água dos principais igarapés urbanos de Manaus. Nesta etapa, uma equipe composta por técnicos do Prosamim, Semmas (Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade), Semulsp (Secretaria Municipal de Limpeza e Serviços Públicos) e Inpa (Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia), percorreram cerca de 5 quilômetros do igarapé do Mindu até sua foz, no São Raimundo.
A meta, segundo a coordenadora de projetos ambientais do Prosamim, Jane Crespo, é atestar como está a qualidade de um dos principais cursos d´água que compõem a bacia do São Raimundo. “Estamos aqui para fazer o reconhecimento técnico de alguns trechos deste igarapé”, afirmou a coordenadora. Em um segundo momento, ela complementou, que será definido o tipo de tecnologia e processo a ser empregado para a revitalização de cada igarapé. “Estamos, ao longo do caminho, colhendo amostras para verificar a questão vegetal, além da água e ver como está o parâmetro do igarapé”, destacou.
Sobre os próximos passos deste trabalho, Jane antecipa que em até dois meses o grupo deve ter os primeiros resultados que irão ajudar a nortear os métodos de revitalização ambiental dos igarapés da bacia do São Raimundo. “Em um mês e meio, estaremos fechando estes primeiros estudos, com apoio dos técnicos do Inpa que serão responsáveis pelas análises dos materiais coletados”, detalhou Crespo.
No que diz respeito à competência de cada time de especialistas participantes do estudo, a coordenadora conta que caberá à Semmas a fiscalização das áreas protegidas (neste caso, os corredores ecológicos), e à Semulsp a manutenção da limpeza e serviços dentro e no entorno. “O Prosamim, com consultoria da Concremat, coordenará as ações. O que pudemos perceber, de imediato, é que o Mindu ainda está muito poluído, com grande quantidade de material suspenso”, observou a coordenadora.
Também presente no trabalho, o coordenador de pesquisa em biologia aquática do Inpa, Pedro Mera, adiantou que tanto as águas como a vegetação do Mindu encontram-se em adiantado estágio de poluição. “Estes animais que conseguem viver nestas condições o fazem porque se adaptaram à sujeira. Agora, o que faremos é lavar as amostras ao laboratório e, em três semanas, definir as primeiras análises”, encerrou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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