A greve do transporte coletivo que estava prevista para acontecer nesta sexta-feira (22), em Manaus, foi suspensa após um acordo firmado entre o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros do Estado do Amazonas (Sinetram) e o Sindicato dos Trabalhadores em Transportes Coletivo Urbano e Rodoviário de Manaus e Região Metropolitana (STTRM).
A negociação foi concluída na noite de quinta-feira (21), durante reunião mediada pelo Instituto Municipal de Mobilidade Urbana (IMMU), encerrando o impasse entre trabalhadores e empresas do sistema de transporte coletivo da capital.
Pelo acordo, as empresas aceitaram conceder reajuste salarial de 4,1% à categoria. Além disso, ficou definida a manutenção dos cobradores que atualmente atuam no sistema, uma das principais reivindicações apresentadas pelos rodoviários durante a campanha salarial.
Outro ponto negociado prevê aumento na bonificação paga aos motoristas que exercem dupla função — dirigindo e realizando cobrança de passagens. O valor passará de R$ 600 para R$ 800, representando reajuste de 35%.
Segundo o presidente do STTRM, Givancir Oliveira, apesar do percentual ficar abaixo dos 12% inicialmente reivindicados pela categoria, o resultado foi considerado positivo pelo sindicato.
“Não foi o reajuste que queríamos, mas entendemos que saímos vitoriosos na negociação. Conseguimos garantir avanços importantes para os trabalhadores”, afirmou.
O anúncio da greve ocorreu após reunião realizada na quarta-feira (20), quando trabalhadores e representantes patronais não chegaram a consenso sobre o reajuste salarial e demais cláusulas da convenção coletiva.
Mesmo após o indicativo de paralisação, as negociações continuaram ao longo da quinta-feira até a construção do acordo definitivo.
Antes da suspensão da greve, o Tribunal Regional do Trabalho da 11ª Região (TRT-11) havia determinado a manutenção de 80% da frota em circulação nos horários de pico e 50% nos demais períodos, sob pena de multa de R$ 100 mil por hora em caso de descumprimento.
A decisão também proibia bloqueios nas garagens das empresas e estabelecia distância mínima de 200 metros entre manifestantes e entradas das concessionárias.
O presidente do Sinetram, César Tadeu Teixeira, afirmou que o sindicato patronal permaneceu aberto às negociações durante todo o processo.
Segundo ele, havia previsão para continuidade das tratativas até o dia 28 de maio, conforme acordado entre as partes durante reuniões anteriores.
Após o entendimento entre empresas e trabalhadores, o IMMU informou que seguirá acompanhando o funcionamento do sistema e prestando apoio às partes envolvidas para garantir a normalidade do transporte coletivo em Manaus.







