O que mantém o secretário ongueiro da SEMA no cargo?

Em: 16 de junho de 2026

Não sou apenas eu. Vários leitores dos meus artigos no JC e no  Thomaz Rural perguntam o que explica a permanência do atual titular da SEMA no cargo por 7 anos diante do caos ambiental no Amazonas. Aqui nada anda, só os ilícitos. A dúvida surge porque, diferentemente de outros órgãos do governo, não se conhece publicamente uma base de apoio político ou parlamentar que sustente sua permanência. Os questionamentos são muitos. O Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do Amazonas, compromisso assumido na campanha de Wilson Lima, continua sem sair do papel. Até hoje, o caboclo amazonense não viu um centavo dos discursos envolvendo REDD+ e crédito de carbono. O licenciamento ambiental segue sendo alvo de críticas por parte de empreendedores que reclamam da demora dos processos e acabam direcionando investimentos para outros estados. O evento Eco Amazônia mostrou a baixa geração de renda nas Unidades de Conservação. Paralelamente, o Ministério Público Federal já recomendou parar o REDD+ e CRÉDITO DE CARBONO do Estado. Também existem investigações conduzidas pelo Ministério Público de Contas envolvendo relações institucionais entre SEMA, FAS, banco KfW e a aplicação de recursos milionários. Outro ponto frequentemente lembrado é que o atual secretário veio da Fundação Amazônia Sustentável (FAS), organização historicamente associada a posições contrárias ao asfaltamento da BR-319. Soma-se a isso o atraso no programa Guardiões da Floresta. O que chega das comunidades é a informação de que muitos pagamentos dependeriam da entrada de recursos provenientes de projetos de crédito de carbono. Há ainda quem sustente que a permanência do secretário esteja ligada às expectativas envolvendo o mercado privado de carbono e à captação de recursos internacionais que não mudou a realidade do interior. Minha posição é clara: se eu fosse governador, buscaria um quadro técnico amazonense, formado pela UFAM ou pela UEA, para comandar a política ambiental pública do estado. Há mais de uma década a área ambiental estratégica do Amazonas é ocupada por pessoas oriundas do universo das ONGs, especialmente da FAS, mineiro e carioca, amigos da Marina e do PT. Não temos amazonense competente para o cargo? O Amazonas precisa de uma política ambiental que preserve a floresta, mas que também gere renda, oportunidades e desenvolvimento para quem vive nela. Os nossos IDHs mostram que está tudo errado. Caos total no Amazonas.

Sigo fazendo minha parte.

Thomaz Meirelles

Servidor público federal aposentado, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected]
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