FGTS arrecada R$ 3,75 milhões no 1º trimestre

Em: 9 de abril de 2010
O FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) registrou uma captação líquida recorde de R$ 3,75 bilhões no primeiro trimestre de 2010
O FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) registrou uma captação líquida recorde de R$ 3,75 bilhões no primeiro trimestre de 2010

O FGTS (Fundo de Garantia de Tempo de Serviço) registrou uma captação líquida recorde de R$ 3,75 bilhões no primeiro trimestre de 2010. No mesmo período do ano passado, por conta dos efeitos da crise financeira internacional, essa arrecadação líquida foi de R$ 1,482 bilhão.
Segundo o vice-presidente de Fundos de Governo e Loterias da Caixa, Wellington Moreira Franco, o resultado “excepcional” do primeiro trimestre reflete uma queda nos saques de 8,11% na comparação com igual período de 2009.
Para Moreira Franco, isso é resultado do bom desempenho do mercado de trabalho. Ele disse ainda que a tendência é de que o fundo apresente um novo recorde de arrecadação líquida neste ano, podendo chegar a cifra de R$ 10 bilhões.
A arrecadação bruta no primeiro trimestre de 2010 foi de R$ 15,3 bilhões, o que representa um crescimento de 8,81% em relação ao mesmo período do ano passado. Os saques totalizaram R$ 11,5 bilhões, o que corresponde a uma queda de 8,11%. A principal modalidade de saque, que é a demissão sem justa causa, caiu 8,37% nos três primeiros meses do ano. Por outro lado, as retiradas dos recursos para compra da casa própria cresceram 27,4% devido à expansão do setor imobiliário.

Remuneração do FGTS

Sobre o projeto de lei, que tramita no Senado, para mudar a remuneração do saldo das contas do FGTS, o vice-presidente da Caixa afirmou que, em algum momento, essa remuneração deverá ser debatida. Porém, lembrou ele, para que não provoque desequilíbrios, o debate precisa considerar todo o sistema financeiro da habitação. Ou seja, a rentabilidade da poupança e o próprio custo dos financiamentos imobiliários.
“É razoável que o crescimento do Fundo (lucratividade) também signifique melhora de rentabilidade.
Mas esse é um desafio que o próximo governo terá. Como é uma questão sistêmica, não pode mexer em apenas uma parte. A remuneração do FGTS influi no custo do dinheiro. Uma mudança provoca uma ruptura no sistema”, disse. “É uma questão macroeconômica”, acrescentou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Pesquisar