Diferença de preços nos postos de Manaus é inferior a R$ 0,03

Em: 18 de abril de 2010
A diferença do preço da gasolina nas bombas de Manaus continua mínima.
A diferença do preço da gasolina nas bombas de Manaus continua mínima.

A diferença do preço da gasolina nas bombas de Manaus continua mínima. Na semana passada, o Jornal do Commercio percorreu oito postos de combustível, localizados nas zonas leste, norte e sul da capital amazonense, e constatou que a diferença de preço entre o estabelecimento que cobra mais caro e o que conta com valores mais acessíveis é de R$ 0,03.
Diante da virtual falta de concorrência, o consumidor não tem muita escolha a não ser reclamar que o preço do combustível é caro e de péssima qualidade e atribuir o problema a existência de um cartel na cidade. O tema não é novidade e já serviu de alimento a diversas iniciativas parlamentares no intuito de instalar uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) para investigar o assunto.
Em março, agentes da ANP (Agência Nacional do Petróleo) estiveram em Manaus para vistoriar a atividade na cidade. Durante o período, os donos dos postos reduziram o valor do combustível, para voltar a reajustá-los logo depois da saída da fiscalização.
Conforme o órgão, que acompanha os preços praticados pelas distribuidoras e postos revendedores de combustíveis, os preços estão de acordo com as normas estabelecidas, ou seja, média de R$ 2,65 à R$2,72.
A lei n.º 9.990/2000 prevê regime de liberdade de preços em toda cadeia de produção, distribuição e revenda de combustíveis e derivados de petróleo. Não há qualquer tipo de tabelamento, valores máximos e mínimos, nem necessidade de autorização prévia para reajustes de preços dos combustíveis em qualquer etapa da comercialização.
“O preço do Amazonas é caro. Em outros estados, a gasolina é bem mais barata. Já viajei para outras capitais e pude constatar que a diferença é substancial”, desabafou o comerciante, Antonio Moreira.
Segundo o gerente dos posto N. S. de Nazaré, Mário Júnior, o momento é de estabilidade de preços. O responsável pelo posto, localizado no bairro Japiim, zona sul, acrescentou que os proprietários são obrigados a repassar ao consumidor o aumento que lhes é imposto pelos distribuidores.
“Poderíamos até praticar preços melhores. Mas, por conta dos aumentos das distribuidoras e dos tributos federais, somos abrigados a repassar novos aumentos penalizando o consumidor final. Fica difícil até manter a folha de pagamento de nossos funcionários. Se tivéssemos de arrumar um culpado, apontaria o Governo Federal”, lamentou.
O Jornal do Commercio tentou entrar em contato com o Amazonpetro (Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo no Amazonas), mas não obteve sucesso até o fechamento desta edição.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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