Petrobrás ajuda a reduzir perdas

Em: 20 de abril de 2010
A aversão a risco que se instalou no mercado na última sexta-feira, por causa da denúncia de fraude envolvendo o Goldman Sachs, não se dissipou nesta início de semana
A aversão a risco que se instalou no mercado na última sexta-feira, por causa da denúncia de fraude envolvendo o Goldman Sachs, não se dissipou nesta início de semana

A aversão a risco que se instalou no mercado na última sexta-feira, por causa da denúncia de fraude envolvendo o Goldman Sachs, não se dissipou nesta início de semana. Mas, passada a volatilidade do vencimento de opções sobre ações na Bovespa, o principal índice à vista diminuiu as perdas, ajudado pela melhora das Bolsas norte-americanas e também pela inversão para cima das ações da Petrobrás.
O Ibovespa terminou o dia em baixa de 0,47%, aos 69 097,58 pontos. Na mínima, registrou 68.378 pontos (-1,50%) e, na máxima, 69.431 pontos (+0,01%). No mês, a Bovespa recua 1,81%, mas, no ano, sobe 0,74%. O giro financeiro totalizou R$ 11,490 bilhões, dos quais R$ 5,28 bilhões referem-se ao exercício de opções sobre ações.
Depois de uma manhã bastante pressionada pela queda das commodities no mercado externo e pela fuga do risco pelos investidores, a Bovespa devolveu parte das perdas, após o término do exercício, no início da tarde. Além da melhora das bolsas em Nova York – o balanço do Citigroup e os indicadores antecedentes vieram bons -, a recuperação dos papéis da Petrobras teve responsabilidade por esta melhora. Depois do vencimento, essas ações passaram a subir e terminaram o dia com variação de 1,70% na ON e de 1,82% na PN.
Antes da recuperação da Petrobras e de Wall Street, as ações reagiam ainda aos temores de que a denúncia de fraude na Goldman Sachs pudesse atingir outras instituições financeiras nos EUA, bem como à queda das commodities, por causa da aversão ao risco e também pelas medidas adotadas pela China para controlar o crescimento do mercado de crédito imobiliário. O petróleo e os metais fecharam em baixa. No mercado futuro, o dólar para maio/2010, o mais líquido, era negociado há pouco a R$ 1,757, queda de 0,31%.
Internamente, o Banco Central realizou leilão de compra – como faz diariamente desde 8 de maio do ano passado – até 12h34 e fixou a taxa de corte em R$ 1,7600.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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