Na análise do mês de fevereiro com base no mês de janeiro de 2010, o desempenho do comércio varejista de Manaus apresentou variação negativa em todos os seus indicadores, segundo dados da Fecomercio/AM (Federação do Comércio do Estado do Amazonas). Na comparação com igual mês de 2009, quando o país vivia os efeitos da crise econômica global, com exceção do nível de emprego, todos os indicadores apresentaram variação positiva.
Na comparação com o mês passado, o faturamento bruto geral foi negativo em 7,54%, sendo que a atividade com maior variação negativa foi a de materiais de construção, que apresentou declínio de 12,10%. Na comparação com os números do ano passado, foi observado crescimento com taxa de 2,91%. Há exemplo do faturamento bruto, as vendas brutas também apresentaram variação negativa na comparação com o mês de janeiro, com taxa de 7,31%.
Sazonalidade e inflação
O presidente da Fecomercio/AM, José Roberto Tadros, admite que o refluxo das vendas existe, mas considera que está dentro da normalidade. “Historicamente, as pessoas recuam em suas compras nos primeiros meses do ano, devido aos gastos em dezembro com as festas de Natal e Ano Novo. Outro fator é a elevação da inflação, puxada pelo consumo nas vendas de bens duráveis com o incentivo do Governo Federal, a exemplo da isenção de IPI [Imposto sobre Produtos Industrializados], o que gerou uma corrida desenfreada a compras de automóveis e eletrodomésticos entre outros”, ponderou.
José Tadros avalia que o comércio varejista em Manaus, ainda que lentamente, está melhorando, e vai continuar crescendo, ampliando seus espaços conforme o crescimento demográfico do Estado.
CDL-Manaus estranha números e garante que setor está crescendo
Em relação ao índice de emprego da capital amazonense, a variação registrada na pesquisa da Fecomercio sobre fevereiro foi negativa em 1,75%, quando baseado no mês de janeiro. O destaque ficou por conta do comércio de bens semiduráveis que apresentou declínio de 4,58%.
A folha de pagamento do setor no segundo mês deste ano também apresentou variação negativa de 2,26% no levantamento da entidade, com destaque para o segmento de bens semiduráveis, que apresentou declínio de 3,85%. Já na comparação com o mesmo período do ano passado, este índice apresentou crescimento geral de 7,7%.
Nível de estoque
O nível de estoque do comércio manauense apresentou variação negativa de 4,54% em fevereiro, quando comparado com ao mês anterior. Em 12 meses, no entanto, a variação geral foi positiva em 11,54%. “O importante nesse indicador é a empresa estar preparada para atender os clientes, sem imobilizar demais seu capital, mas, ao mesmo tempo, ter estoques que possam garantir as vendas e repor produtos para o consumo do dia-a-dia”, destacou a Fecomercio/AM, por meio de texto distribuído à imprensa.
Na análise da forma de pagamento, o levantamento da Fecomercio concluiu que o pagamento a vista ainda é a opção mais freqüente em todos os grupos de atividade do comércio da capital amazonense, em particular no segmento dos bens não duráveis, que apresentou índice de 80,2% no período analisado pela entidade.
Ao ser indagado sobre os resultados da pesquisa, o presidente da CDL-Manaus (Câmara dos Dirigentes Lojistas de Manaus), Ralph Assayag, estranhou os números e garantiu que possui dados que levam a uma conclusão contrária. “Para se ter uma idéia, tivemos várias contratações neste período e temos dados positivos oriundos dos informes da Sefaz [Secretaria de Estado da Fazenda]. Tivemos o ‘Liquida Manaus’ e pudemos observar um acréscimo nas vendas acima de 30% em relação ao mesmo período ano passado”, finalizou.







