A cotação da moeda americana permaneceu pressionada durante boa parte da sessão de hoje, mas cedeu com força nos minutos finais, quando rompendo o “piso” de R$ 1,75.
O dia foi marcado pelo nervosismo com a situação na Europa. Hoje, a agência Standard & Poor’s rebaixou o “rating” (nota de risco de crédito) da Espanha, um dia após ter feito o mesmo com Portugal e Grécia. Pivô da crise atual, o país mediterrâneo viu seus títulos da dívida enquadrados como “junk bonds”, categoria reservada para títulos de alto rendimento e alto risco.
Dessa forma, o dólar comercial foi vendido por R$ 1,753 nas últimas operações registradas hoje, o que significa um recuo de 0,67% sobre o fechamento de ontem. Os preços da moeda americana oscilaram entre R$ 1,769 e R$ 1,751. Nas casas de câmbio paulistas, o dólar turismo foi cotado por R$ 1,860, em um decréscimo de 0,53%.
O mercado operou sob expectativa da reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), que anuncia após o fechamento das Bolsas a nova taxa básica de juros do país, hoje em 8,75% ao ano. Economistas estão divididos entre um ajuste para 9,25% ou para 9,50%, sendo que esta segunda corrente ganhou bastante força nos últimos dias.
Com juros mais altos, os ativos brasileiros se tornam mais atrativos para investidores globais interessados em maiores taxas de retornos do que as oferecidas nos países desenvolvidos como, por exemplo, os EUA, onde o banco central manteve, mais uma vez, os juros primários na “banda” de zero a 0,25%, avisando que esses “níveis excepcionalmente baixos” devem continuar assim “por um longo período”.
No mercado futuro da BM&F, que serve de referência para os juros bancários, as taxas projetadas subiram, a poucas horas do término da reunião do Copom.
No contrato que aponta os juros para outubro de 2010, a taxa prevista avançou de 10,29% ao ano para 10,36%; no contrato de janeiro de 2011, a taxa projetada ascendeu de 10,85% para 10,91%. E no contrato de janeiro de 2012, a taxa prevista passou de 12,19% para 12,21%. Esses números são preliminares e podem sofrer ajustes.
Já a Bovespa (Bolsa de Valores de São Paulo) teve uma recuperação modesta na jornada de hoje, após o “tombo” de ontem, um dos piores desde o início de fevereiro. O dia foi bastante nervoso, marcado pelo rebaixamento do “rating” (nota de risco de crédito) espanhol, e pela expectativa sobre a trajetória dos juros, tanto aqui quanto nos EUA.
O Ibovespa, índice que reflete os preços das ações mais negociadas, subiu 0,22% no fechamento, aos 66.655 pontos. O giro financeiro foi de R$ 6,99 bilhões. Nos EUA, o índice Dow Jones, da Bolsa de Nova York, avançou 0,48% na conclusão dos negócios.
“A alta de hoje foi um pouco por compras de ‘barganha’ [de oportunidade], mas também foi por conta da recuperação do mercado americano, após o ‘Fed’ [o banco central americano]. O mercado gostou, porque o Fed está vendo uma recuperação lenta, mas constante da economia”, comentou Boris Kogan, da mesa de operações da corretora Walpires.
Dólar cai 0,67% e fecha a R$ 1,753
Em: 29 de abril de 2010
A cotação da moeda americana permaneceu pressionada durante boa parte da sessão de hoje, mas cedeu com força nos minutos finais, quando rompendo o “piso” de R$ 1,75
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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