Quase metade da população adulta da Região Norte estava negativada em setembro de 2026. Segundo estimativa do SPC Brasil, cerca de 6,89 milhões de consumidores tinham restrições de crédito, o equivalente a 48,45% dos adultos da região. O percentual é o segundo maior do país, atrás apenas do Centro-Oeste, com 48,74%.
Na comparação com setembro de 2025, o número de consumidores inadimplentes no Norte cresceu 7,25%, acima da média nacional de 6,97%. Já o número de dívidas em atraso aumentou 14,99% no período, a segunda maior alta regional, atrás apenas do Sul, que registrou crescimento de 17,19%.
Entre agosto e setembro, o número de consumidores negativados avançou 0,85%, enquanto o total de dívidas cresceu 2,15%.
Inadimplência empresarial acompanha avanço das dívidas
No segmento empresarial, o número de empresas inadimplentes na região aumentou 12% em setembro, na comparação anual. O resultado ficou abaixo da média nacional, de 13,24%. Na comparação mensal, o indicador apresentou alta de 0,23%.
Por outro lado, o número de dívidas empresariais em atraso cresceu 15,39% em 12 meses, ligeiramente acima da média brasileira de 15,35%. Entre agosto e setembro, houve aumento de 0,25%.
Os dados mostram uma diferença entre os indicadores: enquanto o crescimento anual do número de empresas inadimplentes ficou abaixo do resultado nacional, a expansão das dívidas empresariais superou, ainda que por uma pequena margem, a média brasileira.
No conjunto dos consumidores, tanto o número de negativados quanto o total de dívidas apresentaram crescimento anual superior ao registrado no país.
O acompanhamento dos indicadores de pessoas físicas e da inadimplência empresarial permite observar diferentes dimensões do cenário de crédito regional, sem confundir a quantidade de devedores com o volume de compromissos financeiros em atraso.















