O faturamento real médio das pequenas e médias empresas brasileiras cresceu 0,6% no terceiro trimestre de 2026, na comparação com o mesmo período do ano passado, segundo o Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs (IODE-PMEs).
O resultado foi sustentado principalmente pelo comércio, que avançou 2,1% no período. Dentro do setor, o atacado cresceu 3,6%, enquanto o varejo teve alta de 1,1%. No acumulado do ano, o comércio registra avanço de 1,5%.
Entre as atividades que mais contribuíram para o desempenho estão o varejo de artigos fotográficos e para filmagem, joalheria e bebidas.
Indústria recua após cinco trimestres de alta
Na direção oposta, a indústria registrou queda de 1,4% e interrompeu uma sequência de cinco trimestres consecutivos de crescimento.
Os serviços tiveram leve retração de 0,2%, enquanto infraestrutura avançou 0,4%.
O resultado também variou entre as regiões. O Norte apresentou crescimento de 7,2% no faturamento das PMEs, seguido pelo Nordeste, com alta de 4,2%. Já o Centro-Oeste registrou queda de 6,4%.
Consumo mais cauteloso limita avanço
O desempenho ocorre em um ambiente ainda pressionado para consumidores e empresas.
O Índice de Confiança do Consumidor, da FGV, chegou a 84,2 pontos em setembro, o menor nível desde novembro de 2022. Em outubro, houve leve recuperação, para 84,7 pontos.
Ao mesmo tempo, as famílias destinam 28,7% da renda mensal ao pagamento de dívidas, segundo o Banco Central.
Para as empresas, juros elevados e inflação continuam pesando sobre custos e capital de giro. O IPCA acumulou alta de 4,58% em 12 meses até setembro, enquanto o boletim Focus projeta Selic de 13,25% ao fim de 2026.
Diante da desaceleração, a Omie revisou sua projeção de crescimento do IODE-PMEs em 2026 de 2,6% para 2,2%. Em 2025, o índice havia avançado 1,8%.
Para 2027, a estimativa foi levemente elevada, de 1,7% para 1,8%.
O levantamento acompanha empresas com faturamento anual de até R$ 50 milhões, distribuídas por 756 atividades econômicas.















