Redes como Tesco, Aldi e Ahold começam a se posicionar para trazer seus negócios
O movimento é forte, segundo o professor John L. Stanton, da Universidade Saint Joseph’s, dos Estados Unidos, que participou da 26º Congresso da APAS (Associação Paulista de Supermercados), em São Paulo.
Redes como Tesco, Aldi e mesmo a Ahold, que vendeu seus negócios no mercado nacional, começam a se posicionar para trazer seus negócios para o País. E o que virá, de acordo com o professor, não será o tradicional modelo de autosserviços cujo foco é ter produto para todos os públicos. “Não existe mais um mercado para produtos que todo mundo gosta, mas sim, um mercado de produtos que um grupo gosta.” A tendência é que as redes tenham foco específico em um nicho de negócios, um modelo que ainda não está desenvolvido no Brasil.
A rede Fresh & Easy, da Tesco, é um exemplo. Voltada para o público que privilegia um estilo de vida saudável, a empresa trabalha com um formato bem diferente da gigante inglesa. Cerca de mil metros quadrados de área de venda, 3,5 mil itens, muitos produtos prontos e marca própria. Entre 10% e 15% das vendas da rede é de comida resfriada, e 50% das vendas vêm de produtos de marca própria. “E o preço não é o que mais importa para este público, que está disposto a pagar mais para ter o produto que deseja. A Fresh & Easy promoveu uma grande mudança no modelo de negócios do varejo e foi copiada por diversas outras empresas”, afirma Stanton.
Nesta linha, o Walmart lançou no exterior a bandeira Market Side, de olho no potencial do mercado de vizinhança saudável. A Safeway lançou a The Market e a Supervalu. E este não é o único segmento potencial para ser desenvolvido no Brasil. Para o consumidor que procura preço, o modelo de loja da Aldi é uma boa saída, segundo Stanton. “A rede tem foco em preço, sem se preocupar com variedade ou marcas.” A Aldi é conhecida como a “matadora silenciosa” nos Estados Unidos porque costuma causar estragos no varejo local das regiões que ocupa. A Aldi esta em 20 países. “Não se surpreendam se o próximo destino for o Brasil”, diz o professor. “Os Estados Unidos ainda são o líder do setor supermercadista, mas não há mercado mais atrativo para se investir hoje do que o Brasil”, garante.
Fonte: Brasil Econômico







