O Nuci (Nível de Utilização de Capacidade Instalada) da indústria de transformação brasileira apresentou, em maio deste ano, a primeira queda desde janeiro do ano passado, passando de 85,1% para 84,9%, de acordo com pesquisa divulgada ontem pela FGV (Fundação Getulio Vargas).
Para o coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da FGV, Aloisio Campelo, a redução do nível pode estar associada ao aumento de investimentos do setor em capacidade instalada.
“Está foi a primeira queda, mas já estávamos vendo uma aceleração do Nuci com menor intensidade durante este ano, o que confirma a chegada de investimentos”, assinalou o coordenador do Núcleo de Pesquisas Econômicas da FGV.
Incentivo de IPI
Outro fator apontado por Campelo para a queda do nível de utilização da capacidade instalada foi o fim da redução do IPI (Imposto sobre Produtos Industrializados) como medida anticíclica do Governo Federal para recuperar vendas de produtos diversos, a exemplo de automóveis e eletrodomésticos de linha branca. Neste caso, lembra ele, ocorreu uma queda na produção destes setores como forma de ajuste.
O Nuci da indústria de linha branca caiu de 92,3% em abril para 76%. Já o de material de transporte, que inclui os veículos, foi de 89,7% para 89,4%.
Apesar da queda, o indicador global ainda está acima da média registrada nos quatro primeiros meses do ano (84,3%) e da média histórica (desde janeiro de 2003), de 83%.






