O marketing mix e a dinâmica do mercado diferencial da Praça

Em: 1 de junho de 2010
Muito se fala sobre a questão do Marketing Mix, ou composto de marketing, ou os 4P´s (que hoje já chamam até de 20 P´s, mas que pode ser percebido como diferentes variações sobre os quatro originais)
Muito se fala sobre a questão do Marketing Mix, ou composto de marketing, ou os 4P´s (que hoje já chamam até de 20 P´s, mas que pode ser percebido como diferentes variações sobre os quatro originais)

Muito se fala sobre a questão do Marketing Mix, ou composto de marketing, ou os 4P´s (que hoje já chamam até de 20 P´s, mas que pode ser percebido como diferentes variações sobre os quatro originais). Jerome McCarthy, autor do termo, o fez para facilitar o entendimento do mercado a fim de proporcionar uma orientação melhor para o planejamento baseado no produto em função do mercado. Com o tempo as empresas passaram a basear os seus planos e orientar suas ações em função do consumidor. Com o tempo, pode haver algum tipo de confusão, caso o empresariado local não entenda algumas particularidades sobre o segmento.
É o caso dos fornecedores de produtos de primeira necessidade em especial a água para beber. A estratégia correta para esse segmento (ao contrário do que se pode imaginar) é o da distribuição (ou “P” de praça) e não o preço. Embora a apresentação do produto para o mercado seja premente em relação aos demais, o diferencial mesmo é o caminho de distribuição do produto para o cliente. A idéia é que não interessa por quanto sairá, todos bebem água!
As empresas fornecedoras de água potável engarrafada têm dificuldades em atender a demanda da cidade. As lojas têm que fazer a reposição do estoque praticamente todos os dias. O diferencial para as empresas então é o planejamento logístico, uma vez que se o produto não tiver em um local, o cliente vai buscá-lo em outro. Não interessa o valor cobrado, mas sim, que tenha o produto. A possibilidade de não atender a sua necessidade fisiológica deixa o cliente extremamente frustrado. O que o faz procurar outros meios para poder satisfazê-la. Entenda-se que nesses casos não são avaliados em primeiro momento outros diferenciais como por exemplo o atendimento ao cliente (exceto pelos seus anseios) ou o ponto de venda.
Caso semelhante ocorre com os produtos de consumo de alta rotatividade – como os alimentos em grão (dieta básica do brasileiro) – arroz, feijão, etc. – Não interessa a classe social do cliente, o brasileiro consome. O que pode mudar é a marca e o preço, mas é o mesmo segmento. No caso de não encontrar o produto desejado nas prateleiras dos supermercados, o cliente simplesmente vai à procura de outro produto de marca diferente ou outro estabelecimento que o tenha nas gôndolas. Por isso a importância da distribuição no mercado.

Abraços e até a próxima!

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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