Passado o pior da crise, a Previ faz nova tentativa de se livrar de um dos maiores problemas de seu portfólio. O presidente do fundo de pensão, Ricardo Flores, afirmou que a venda do controle da Paranapanema está novamente sendo estudada, dois anos depois da última tentativa frustrada de procurar um comprador. Em 2008, a Previ chegou a nomear o UBS para procurar um vendedor, e a Vale chegou a analisar a compra de alguns ativos da empresa.
A Paranapanema possui unidades de produção de semimanufaturados de cobre (a serem usados na indústria de eletroeletrônicos e automobilística, por exemplo) e de fertilizantes. Tem como principais acionistas a Previ, com 24%, o BNDES, com 17%, Petros, com 11,8%, e o fundo de investimentos EWZ, com 7%.
“Está sendo pensado, mas não temos definição’’, disse Flores, sem revelar detalhes. Segundo o jornal “Valor Econômico’’, o Banco Itaú BBA está procurando um comprador para a companhia, e as negociações estão adiantadas com o grupo alemão Aurubis.
Comprada há 14 anos, a Paranapanema sempre foi um vazadouro de recursos. Até a crise, em 2008, a Previ já tinha enterrado mais de R$ 1,5 bilhão, entre desembolsos para a compra da empresa, prejuízos amargados ao longo de vários anos e uma operação que transformou dívida em ações, realizada em 2008, cuja parte que coube ao fundo de pensão chegou a R$ 150 milhões.
Três problemas principais dificultavam o crescimento da Paranapanema, dizem especialistas. O primeiro é que a empresa encontra-se no meio de uma cadeia produtiva: tem uma unidade de produção de itens básicos de cobre mas, como não tem minas nem vende diretamente à indústria, é vulnerável: quando o cobre subia demais, não consegue repassar os custos. E quando caem demais, perde rentabilidade.
O outro problema advém do fato de sua unidade principal, de processamento de cobre, ser vista como defasada. Isso porque, como a empresa dava pouco resultado, não havia recursos para investimentos. Além disso, a grande dívida que carregava piorava ainda mais sua situação. Essa dívida foi transformada em participação acionária, na reestruturação de 2008.
Com a reestruturação da dívida e a venda de alguns ativos, a empresa fechou 2009 com uma receita líquida de R$ 2,5 bilhões, queda de 27,9% em relação a 2008, e lucro 46% maior, passando de R$ 133 milhões para R$ 194 milhões.
Seu valor de mercado, à cotação de 31 de maio, é R$ 1,7 bilhão, ou 0,6% do da Vale, que é de R$ 253 bilhões.
Previ faz nova tentativa de vender controle da Paranapanema
Em: 21 de junho de 2010
Passado o pior da crise, a Previ faz nova tentativa de se livrar de um dos maiores problemas de seu portfólio.
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

Missão comercial leva empresas brasileiras ao Paraguai e à Argentina
18 de setembro de 2026


Nanoempreendedor está livre do CNPJ Técnico
18 de setembro de 2026

‘Passagem secreta’ e mais de R$ 700 mil: o que a polícia encontrou na casa de Milton Leite
18 de setembro de 2026

Flávio Bolsonaro repete estratégia do pai e recruta ‘fiscais’ para as eleições
18 de setembro de 2026

Brasil terá programa Tax Free para devolver CBS e IBS a turistas estrangeiros
18 de setembro de 2026

Cultura no DNA: Titãs volta aos palcos da Nilton Lins após show histórico na década de 90
18 de setembro de 2026

Sindifisco-AM realiza palestra sobre equilíbrio fiscal e desenvolvimento econômico
18 de setembro de 2026