Banco aumenta participação em empresas

Em: 28 de junho de 2010
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) está aumentando a sua participação direta em empresas por meio de fundos de investimentos
O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) está aumentando a sua participação direta em empresas por meio de fundos de investimentos

O BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) está aumentando a sua participação direta em empresas por meio de fundos de investimentos. A subsidiária de participações do banco, a BNDESpar, é sócia de mais de 30 fundos de investimentos. Só os 27 ligados à Gerência de Fundos do banco somam R$ 7,1 bilhões de patrimônio e detêm participações acionárias em 170 empresas, a maioria ainda em estágio de desenvolvimento.
A BNDESpar tem funcionado como uma alternativa do banco para a capitalização de empresas de setores considerados estratégicos para a geração de investimentos e empregos ou para estimular processos de consolidação. Tem participação em mais de 160 empresas, de estatais como Eletrobras e Petrobras, a companhias de tecnologia como Bematech e Totvs, com uma carteira que soma quase R$ 93 bilhões em valor de mercado.
A entrada do banco no capital de empresas consolidadas obedece a critérios rígidos que envolvem o retorno de dividendos e futura alienação dos papéis. Por isso, a atuação por meio de fundos tem sido uma alternativa para investimentos com maior risco, no qual o banco pode capitalizar empresas cujo potencial de rentabilidade ainda é difícil de precisar. Em geral, a BNDESpar tem participado de fundos focados em infraestrutura, governança, agronegócio, educação e alimentos com participações minoritárias, que somam R$ 1,4 bilhão.
A estratégia de aumento da participação do BNDES em pequenas empresas por meio de fundos começou em 2008, quando foi criada um setor de capital empreendedor a partir da área de mercado de capitais do banco. Os fundos de private equity são voltados para empresas emergentes e os de venture capital para iniciantes.
Um dos principais focos do BNDES é fomentar o aproveitamento econômico de projetos de inovação. Por isso, um dos poucos fundos em que o banco é majoritário é o Criatec, no qual banca 80% dos R$ 100 milhões disponíveis para viabilizar até 50 novas empresas de base tecnológica. Os outros 20% são aportados pelo Banco do Nordeste.
O fundo criado em 2007 é destinado ao chamado capital semente, aquele que permite a chegada ao mercado de ideias que podem virar um bom negócio. O Criatec já aportou R$ 33,7 milhões em 25 empresas. Segundo o gerente do departamento de fundos do BNDES, Márcio Spata, deverá fechar 2010 com 30 empresas na carteira, com R$ 40 milhões em aportes aprovados.
O Criatec acaba suprindo a incapacidade de empresas nascentes em laboratórios e incubadoras de universidades de pleitear linhas de financiamento. Ele é voltado para empreendimentos que faturam até R$ 6 milhões por ano, que só podiam contar com o incentivo de entidades de fomento voltadas para o objeto das pesquisas, como a Finep. A tarefa do Criatec é aprimorar os negócios.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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