CNI avalia que nível de utilização da capacidade instalada segue estabilizando

Em: 9 de julho de 2010
Após meses recuperando a ociosidade que foi gerada pela crise econômica global, a indústria brasileira está num processo de estabilidade do nível de utilização da capacidade instalada (NUCI)
Após meses recuperando a ociosidade que foi gerada pela crise econômica global, a indústria brasileira está num processo de estabilidade do nível de utilização da capacidade instalada (NUCI)

Após meses recuperando a ociosidade que foi gerada pela crise econômica global, a indústria brasileira está num processo de estabilidade do nível de utilização da capacidade instalada (NUCI). Essa é a avaliação do gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI (Confederação Nacional da Indústria), Flávio Castelo Branco.
Depois de subir em março e em abril, o indicador que mede o nível de utilização da capacidade instalada teve ligeira queda, de 82,8% para 82,3% entre abril e maio. “Este é um sinal de que pode haver uma estabilização desse indicador”, disse Castelo Branco, acrescentando que essa estabilidade é saudável pois significa que a indústria não vai gerar pressão inflacionária.
Segundo ele, dois fatores colaboram para isso. O primeiro é que o efeito da ocupação da ociosidade criada pela crise já terminou e o segundo é que os investimentos estão crescendo a um ritmo superior ao do consumo, equilibrando a relação entre a capacidade das fábricas e a produção.
Outros índices divulgados pela CNI mostram crescimento como, por exemplo, o faturamento real, que se expandiu 2,1% em maio ante abril, na série com ajuste sazonal. Segundo o economista da CNI, Marcelo de Ávila, esse aumento foi um ajuste perante a queda do faturamento verificado em abril. Naquele mês houve uma redução do faturamento devido ao fim dos incentivos tributários às vendas como, por exemplo, a redução do IPI dos carros e dos produtos da linha branca.
“A tendência é continuar a expansão, pois o mercado interno continua crescendo, mas em ritmo mais moderado”, disse Castelo Branco.
Segundo a CNI, a expansão da indústria continua sendo fomentada pelo mercado interno, já que as exportações ainda estão sentindo o efeito da crise econômica iniciada em setembro de 2008.

Redação

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