Pesquisa mostra maior foco em patrimônio

Em: 19 de julho de 2010
O desejo de uma casa própria ou de um carro novo tem sido uma meta constante na vida do brasileiro, que, em contrapartida, tem aberto maior espaço no seu rendimento mensal para as despesas pessoais ou familiares.
O desejo de uma casa própria ou de um carro novo tem sido uma meta constante na vida do brasileiro, que, em contrapartida, tem aberto maior espaço no seu rendimento mensal para as despesas pessoais ou familiares.

O desejo de uma casa própria ou de um carro novo tem sido uma meta constante na vida do brasileiro, que, em contrapartida, tem aberto maior espaço no seu rendimento mensal para as despesas pessoais ou familiares. Pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e Confederação Nacional do Comércio, demonstra que mais brasileiros estão investindo sua renda e poupança na compra de bens.
Mais do que comprar bens de consumo, que satisfazem temporariamente os modismos, o objetivo é formar um patrimônio ou aumentar o patrimônio individual ou familiar. Segundo estudos do IBGE, 16% do orçamento familiar tinha esse destino há 34 anos. Ao longo das últimas décadas ele vem se reduzindo, chegando recentemente a menos de 6%.
Apesar do primeiro passo ser a tradicional caderneta de poupança, os números sinalizam o inverso. “A indisciplina na regularidade do cumprimento do compromisso confirma-se pelas mais de 27 milhões de contas inativas com menos de R$ 20,00, sem movimentação há pelo menos seis meses, segundo o Banco Central”, esclarece o economista Paulo Roberto Rossi.
Paralelamente, pesquisas da Confederação Nacional do Comércio revelaram que apenas 8,5% das famílias brasileiras, que possuíam alguma dívida, declararam não ter condições de saldá-las. O baixo percentual é reflexo do crescimento do emprego e da renda que propiciam equilíbrio financeiro familiar. Mesmo que os indicadores apontem aspectos positivos na confiança do consumidor, existe sempre a dependência para a forma de concretização dessa atitude. As maneiras de fazê-la, por vezes, passam pelo pagamento de juros.
“Entre as várias possibilidades de aquisição parcelada de bens e formação patrimonial está o consórcio, que há mais de 45 anos, tem uma história de forte presença”, diz Rossi. “Sem juros e com parcelamento integral do valor desejado, esse mecanismo vem registrando uma procura crescente”.
Nos cinco primeiros meses do ano, os dados do Sistema de Consórcios mostram que o crescimento tem superado as projeções de 10%, feitas para 2010. Os brasileiros buscaram 14,4% mais os consórcios. Foram vendidas 860 mil novas cotas (janeiro-maio/2010) contra 751,9 mil no mesmo período há um ano. Também as contemplações subiram. Enquanto em 2009 somavam 385,9 mil (janeiro-maio), este ano já superaram 396,4 mil (janeiro-maio). Atualmente, há mais de 3,88 milhões de participantes.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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