O Milagre Coreano

Em: 22 de julho de 2010
Observando o exemplo recente de outros países, não se entende por que o Brasil ainda não encontrou meios de superar sua deficiência educacional.
Observando o exemplo recente de outros países, não se entende por que o Brasil ainda não encontrou meios de superar sua deficiência educacional.

Observando o exemplo recente de outros países, não se entende por que o Brasil ainda não encontrou meios de superar sua deficiência educacional. Discussões bizantinas em busca de um caminho perfeito consomem tempo e dinheiro de um país que tem poucos recursos para investir na redução das carências de uma população que se aproxima de 200 milhões de habitantes, espalhados em um território de dimensões continentais.
Diante desse impasse é bom pensar que outros países resolveram a questão educacional partindo de patamar ainda pior que o do Brasil. Convém lembrar que há algumas décadas vários países decidiram eliminar o grave problema educacional que os assolava, de forma mais adversa do que a nossa. O caso da Coreia, por ser recente e fascinante, é exemplar. Nos anos 1950 esse país foi arrasado por uma guerra civil que o dividiu ao meio. Nessa época, a maior parte da população vivia na miséria: um em cada três coreanos era analfabeto. Hoje, oito em cada dez chegam à universidade (diga-se de passagem, de excelente qualidade).
A transformação surpreendente da Coreia do Sul teve início com uma simples lei – rigorosamente respeitada por todos – que tornou o ensino básico a prioridade nacional número um da nação. No início, os recursos foram concentrados nos primeiros oito anos de estudo. Os frutos dessa decisão acertada surgiram rapidamente.
A economia começou a crescer a uma média de 9% ao ano, durante um período de mais de três décadas. Hoje, graças à massa crítica de cientistas formados em suas universidades, a Coreia do Sul encontra-se apta a ingressar no restrito clube do Primeiro Mundo, tendo como passaporte sua extraordinária competência para a inovação tecnológica.
Poder-se-ia pensar que os coreanos, diante do rápido crescimento, tinham esquecido os tempos difíceis dos anos 50. Ao contrário: em dezembro de 2009, foi elaborado um documento pelo Ministério da Educação e Ciência e Tecnologia com as políticas e planos para 2010. Uma das metas é o estímulo à criatividade na educação, em todos os níveis escolares.
As metas visaram à redução dos conteúdos e o incentivo ao domínio das linguagens, das matemáticas, dos estudos sociais e das ciências exatas, da consciência da diversidade cultural, da habilidade para solucionar problemas e da capacidade de trabalhar em grupos. A atitude dos dirigentes coreanos revela sua obsessão com o aprimoramento dos recursos humanos. No século XXI – a Era do Conhecimento – é o único caminho viável para desenvolver um país desprovido de recursos naturais. O acerto de suas escolhas pode explicar os resultados surpreendentes que vêm sendo obtidos pela economia da Coreia do Sul.

Ponderações de um homem experiente

A conjuntura econômica mundial, de crescente insegurança, indica que não haverá ‘céu de brigadeiro’ para o próximo presidente do Brasil, seja ele quem eleito for. Os cenários que se projetam não são claros, sendo aconselhável prudência. Sobre isso, o ex-ministro Delfim Netto – economista e intelectual com excelente formação técnica e notável experiência na academia e no desempenho de cargos de relevância no governo federal –, em texto recentemente divulgado, teceu o seguinte comentário: “Diante dessa opacidade, a melhor coisa a fazer no Brasil é colocar as ‘barbas de molho’ e garantir os verdadeiros fundamentos (sim, eles existem!): 1) a estrita observância do equilíbrio fiscal com a redução monotônica da relação dívida pública bruta/PIB; 2) uma política monetária cuidadosa que estabilize as expectativas inflacionárias sem inibir a plena utilização da capacidade produtiva e seja consistente com 3) um déficit em conta corrente razoável e claramente financiável. Até aqui as coisas andaram razoavelmente bem. Temos tido cuidado com o déficit fiscal e um aumento desculpável (mas que deve ser corrigido) na relação dívida bruta/PIB. O futuro, entretanto, não é tão claro e pode ser aterrador: as despesas correntes do governo têm crescido a uma taxa seguramente não sustentável; a recente coalizão Legislativo-Judiciário ameaça a política salarial do Estado e a Lei de Diretrizes Orçamentárias para 2011 e contém dispositivos que, se não forem vetados, iniciarão um processo de desintegração fiscal. Quando estamos diante de uma situação em que a interpretação da lei pode mudar de acordo com as circunstâncias ou com a sua conveniente leitura política, estamos no universo da absoluta insegurança jurídica que seguramente reduz o crescimento econômico”. São conselhos que servem para as três esferas da administração – federal, estadual e municipal. O Brasil, que nos últimos tempos vem ostentando inusitado otimismo, deve se preparar para tempos não tão favoráveis. É preciso não esquecer que não possuímos um sistema educacional que qualifique nossa força de trabalho nos padrões classe mundial, temos baixa produtividade e um PIB insatisfatório para o tamanho da população e dos nossos recursos naturais, o que acarreta uma renda per capita pequena, bem abaixo das possibilidades do país.

Vantagens do Coaching

A palavra “Coach” tem origem no inglês, e significa treinador ou instrutor. O Coaching, portanto, é o processo conduzido pelo Coach que tem o propósito de facilitar e apoiar as pessoas em sua trajetória para a conquista de seus objetivos e metas. É uma parceria entre o Coach (o instrutor) e o Cliente (Coachee), para ajudar o Cliente a atingir o seu melhor e a produzir os resultados pretendidos em sua vida. Um relacionamento no qual uma pessoa se compromete a apoiar outra a atingir um determinado resultado: seja ele o de adquirir competências e/ou de conquistar um objetivo específico. É também um compromisso com a pessoa como um todo, com seu desenvolvimento e realização. O processo de Coaching visa desenvolver competências e é focado em ações do Coachee para promovê-las. É um processo de investigação, de reflexão e aprendizado, descoberta pessoal de pontos fracos e qualidades, aumento da consciência de si e da capacidade de responsabilizar-se pela própria vida com estrutura e foco, que também oferece feedbacks honestos e apoio motivacional ao Coachee. Pela importância da técnica para as organizações, privadas ou públicas, o Cieam está apoiando a realização do 1º Curso de Formação em “Professional e Personal Coaching” em Manaus, que será ministrado, em tempo integral, das 8:30 h às 18 h, em dois módulos, nos dias 5,6,7 8 de agosto e 12,13,14 e 15 de agosto. Interessados que  queiram obter maiores informações devem entrar em contacto com Maria José ou Rui Calmont pelo telefone: 3234-4846.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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