Qualidade recua 0,3% no segundo trimestre

Em: 26 de julho de 2010
O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor registrou recuo de 0,3% no segundo trimestre de 2010, atingindo o valor de 80,3
O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor registrou recuo de 0,3% no segundo trimestre de 2010, atingindo o valor de 80,3

O Indicador Serasa Experian da Qualidade de Crédito do Consumidor registrou recuo de 0,3% no segundo trimestre de 2010, atingindo o valor de 80,3. A ferramenta avalia, numa escala de 0 a 100, a qualidade de crédito do consumidor –quanto maior, melhor a qualidade de crédito, portanto menor é a probabilidade de inadimplência, caso este consumidor venha a requerer crédito.
Segundo os economistas da Serasa Experian, o recuo é justificado pelo aumento acelerado do endividamento dos consumidores, especialmente a partir de meados do ano passado, estimulado pelas condições de crédito mais favoráveis (juros mais baixos e prazos mais longos), pela evolução do emprego e pelas medidas de isenções tributárias em determinados segmentos de bens duráveis, tornando atraente ao consumidor a aquisição destes bens via financiamentos.
“Contudo, tal evolução não foi acompanhada, na mesma proporção, pelos incrementos observados na renda. Este fato contribuiu para a redução da qualidade de crédito do consumidor (aumento do risco de inadimplência), verificado no segundo trimestre de 2010”, assinalaram, por meio de texto distribuído à imprensa.
Apesar do recuo detectado no segundo trimestre, o indicador ainda permanece em nível superior ao observado nos meses imediatamente anteriores à eclosão da crise financeira internacional (quarto trimestre de 2008), atingindo, no segundo trimestre de 2010, a segunda maior cifra desde o terceiro trimestre de 2008.
Na análise regional, verifica-se que as regiões Sul e Sudeste são as únicas a se situarem acima da média nacional (80,3), em termos de qualidade de crédito dos seus consumidores, registrando as marcas de 85,0 e 80,4, respectivamente. Em seguida temos o Nordeste, com 79,0, praticamente empatado com o Centro-Oeste (78,6). E, por fim, aparece a Região Norte com 76,5.
Comparativamente ao trimestre anterior (primeiro trimestre de 2010), as regiões economicamente menos desenvolvidas do país –Norte e Nordeste– registraram as maiores quedas na qualidade de crédito dos consumidores: -1,9% e -1,2%, repesctivamente. A região Centro-Oeste manteve sua qualidade inalterada, e as regiões mais ricas –Sul e Sudeste– exibiram elevações (0,2% e 0,5%, respectivamente) no segundo trimestre de 2010.

Rendimento pessoal

Por renda, a faixa que ganha até R$ 500 por mês é a que possui menor índice de qualidade de crédito (75,7). No outro extremo, a classe acima de R$ 10 mil registra o melhor indicador (94,0), seguida pela classe de renda de R$ 5.000 a 10 mil (92,9). “A qualidade de crédito do consumidor tende a ser positivamente correlacionada com a sua renda”, assinalaram.
Na classificação por rendimento mensal, o maior recuo na qualiade de crédito foi observado na faixa de consumidores que ganham até R$ 500,00 por mês (queda de 3,0%). Também foram observadas quedas trimestrais na qualidade de crédito dos consumidores dos extratos superiores de rendimento mensal: entre R$ 2.000 a R$ 5.000 ­(-2,4%), entre R$ 5.000 e R$ 10.000 (-0,8%) e mais de R$ 10.000 (-0,2%).
Somente os consumidores que ganham entre R$ 500 e R$ 1.000 por mês e entre R$ 1.000 e R$ 2.000 por mês acusaram elevação de suas qualidades de crédito no segundo trimestre de 2010: altas de 1,2% e 1,6%, respectivamente.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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