Amazonas apresenta destaques no estande da SBPC

Em: 28 de julho de 2010
Óleos essenciais de madeiras da Amazônia também estão sendo expostos no stand, além de artesanatos feitos a partir de resíduos de madeiras
Óleos essenciais de madeiras da Amazônia também estão sendo expostos no stand, além de artesanatos feitos a partir de resíduos de madeiras

Com a abertura da ExpoT&C da 62ª SBPC (Reunião Anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência), na manhã da última segunda-feira (26), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) em Natal começaram a ser desenvolvidas também as atividades no stand do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa/MCT), que trouxe para o evento uma pequena amostra da diversidade de insetos, frutos, madeiras e também produtos feitos com o couro de peixe, resultados de pesquisas desenvolvidas no Instituto.
De acordo com a estudante de engenharia ambiental, Izabeli Camurça do Estado do Ceará, apresentar a biodiversidade da Amazônia é importante para que todo o país possa conhecer também os produtos e processos de pesquisas desenvolvidas na região norte, levando em consideração o desenvolvimento sustentável. “É bastante importante divulgar a biodiversidade da Amazônia, pois sabemos que esta região é o local que agrega a nossa maior biodiversidade, porém muita gente não conhece o que a Amazônia é capaz de produzir considerando a questão do desenvolvimento sustentável”, ressaltou.
Óleos essenciais de madeiras da Amazônia também estão sendo expostos no stand, além de artesanatos feitos a partir de resíduos de madeiras. O maior sapo da Amazônia é um dos grandes atrativos da exposição, assim como o poraquê conhecido popularmente como peixe elétrico, por emitir descargas elétricas que podem atingir até 600 volts, porém o que tem chamado atenção dos visitantes é a seguinte frase “Água Solar: Nós lavamos água”.
Pode parecer estranho lavar água, mas o Inpa trouxe para esta edição do evento o Água Box, uma tecnologia que tem como propósito a desinfecção de águas de rios e lagos, desenvolvida pelo pesquisador da CPPF (Coordenação de Pesquisas em Produtos Florestais) no Inpa, Roland Vetter.
Para a Socióloga, Érika Soares que é do Estado do Amazonas e compareceu a exposição, a iniciativa de divulgar pesquisas da Amazônia em outras regiões do país, como as pesquisas desenvolvidas pelo Inpa são de grande relevância. Além de ser considerada como um grande desafio para a popularização do conhecimento científico.

Destaque da exposição

Ainda na apresentação de trabalhos, o Inpa/MCT expõe a degustação de produtos Amazônicos desenvolvidos pelo Instituto. As iguarias Amazônicas oferecidas aos visitantes são desenvolvidas pela CPTA/Inpa (Coordenação de Pesquisas em Tecnologia do Alimento) e fazem parte de um processo de pesquisa onde a matéria-prima é estudada em diferentes fases, como a captura no caso dos peixes e na coleta no caso de frutos, levando em consideração que a etapa final deve ser a elaboração de produtos.
Segundo o pesquisador da CPTA, Nilson Aguiar, um dos produtos oferecidos como degustação está relacionado à tecnologia do pescado na região. “Trouxemos para a exposição a degustação de um produto que surgiu na área de tecnologia do pescado com espécies regionais, trata-se de um Camabouco, ou seja, um produto que agrega proteínas o máximo possível, unificando o peixe ao sal e transformando-o em uma base sólida, ou seja uma espécie de salsicha de peixe”, explica Aguiar.
O stand ofereceu também ao público licores de frutos Amazônicos como o Camu-Camu, muito conhecido na região Amazônica por ser rico em vitaminas.
Os produtos fazem parte de outro projeto do Instituto que tem o objeto de identificar frutas e a produção de produtos derivados, como o licor, geléias e similares.
Para o estudante de engenharia florestal Rodrigo de Oliveira, do Estado de São Paulo, experimentar os produtos elaborados a partir de frutos da Amazônia é também conhecer para preservar. “

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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