Balança comercial da China influencia queda nas bolsas

Em: 11 de agosto de 2010
Os dados da balança comercial chinesa divulgados nesta terça-feira, que mostraram um crescimento abaixo do previsto nas importações em julho, contribuíram para a queda de quase todas as bolsas da Ásia
Os dados da balança comercial chinesa divulgados nesta terça-feira, que mostraram um crescimento abaixo do previsto nas importações em julho, contribuíram para a queda de quase todas as bolsas da Ásia

Os dados da balança comercial chinesa divulgados nesta terça-feira, que mostraram um crescimento abaixo do previsto nas importações em julho, contribuíram para a queda de quase todas as bolsas da Ásia. O superávit comercial da China subiu para US$ 28,7 bilhões em julho, acima do esperado (US$ 19,6 bilhões). As exportações subiram 38,1% em junho, abaixo do aumento de 43,9% de junho; mas as importações cresceram 22,7%, muito abaixo do número registrado em junho (+34,1%).
Em Hong Kong, os dados da China serviram de pretexto para a realização de lucros e o índice Hang Seng encerrou em queda de 1,5%, fechando aos 21.473,60 pontos. Os bancos e as companhias imobiliárias lideraram as perdas. China Overseas Land baixou 1,2%, China Resources Land perdeu 1,1% e China Construction Bank caiu 3%.
Na China, o principal índice acionário caiu para o menor nível das duas últimas semanas. O índice Xangai Composto, que segue as ações A e B, baixou 2,9% e encerrou aos 2.595,27 pontos, o menor nível desde 27 de julho. O índice Shenzhen Composto perdeu 3,3% e terminou aos 1.085,63 pontos. As perdas também foram lideradas pelos setores bancário e imobiliário. China Merchants Bank perdeu 3,1% e Bank of Communications cedeu 2,8%. Poly Real Estate Group perdeu 2,7%.
O yuan caiu em relação ao dólar, recuando da maior cotação, atingida na segunda-feira, diante da moeda norte-americana desde que foram permitidas negociações com câmbio, e depois que o dólar se recuperou frente as principais divisas internacionais. Mas o dado superior ao previsto das exportações chinesas limitou a queda da moeda local, pois reforçou a expectativa de valorização do yuan no médio prazo. No mercado de balcão, o dólar fechou cotado a 6,7720 yuans, abaixo do fechamento de segunda-feira, quando havia ficado em 6,7671 yuans, o maior nível de fechamento desde as reformas econômicas de orientação pelo mercado da década de 1980. A paridade central foi fixada a 6,7745 yuans por dólar, bem cima da mínima recorde de 6,7685 yuans por dólar da segunda-feira.
A Bolsa de Taipé, em Taiwan, fechou em baixa, influenciada pelo sentimento pessimista sobre a rentabilidade de empresas do setor de tecnologia e pela realização de lucros de companhias financeiras, após os fortes ganhos de ontem. O índice Taiwan Weighted caiu 0,7% e fechou aos 7.976,74 pontos. Chimei Innolux perdeu 3,5%; Fubon Financial Holding recuou 0,4%.
A Bolsa de Seul, na Coreia do Sul, encerrou o dia em baixa, provocada pela realização de lucros e pela expectativa sobre a definição da taxa de juros nos EUA. O índice Kospi recuou 0,5% e encerrou aos 1.781,13 pontos.
Os papeis da Hyundai Motor desvalorizaram 4,9%, enquanto os da Kia Motors tiveram perda de 2,6%.
Na Austrália, a Bolsa de Sydney fechou em baixa, após dados de comércio de julho da China revelarem um crescimento mais fraco do que o esperado das importações.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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