As taxas médias de juros do empréstimo pessoal e do cheque especial voltaram a subir em agosto, registrando a quarta alta consecutiva, segundo pesquisa do Procon-SP divulgada hoje.
Dois bancos (Itaú Unibanco e Bradesco) elevaram as taxas no empréstimo pessoal. Na média, os juros passaram de 5,42% ao mês para 5,44%. Já no cheque especial, foram quatro: HSBC, Itaú Unibanco, Banco do Brasil e Bradesco. A taxa média foi de 9,06% para 9,10%.
Pressionado pela divulgação de indicadores que apontam a desaceleração da economia brasileira, o Banco Central decidiu, por unanimidade, reduzir o ritmo de aumento da taxa básica de juros na última reunião do Copom (Comitê de Política Monetária), no mês passado, elevando os juros de 10,25% para 10,75% ao ano.
A pesquisa foi feita por técnicos do Procon-SP no dia 3 deste mês nas seguintes instituições financeiras: Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, HSBC, Itaú Unibanco, Real Santander e Safra.
Para a taxa do empréstimo pessoal, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com esse prazo. Os dados coletados se referem a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais. Para o cheque especial, foi considerado o período de 30 dias.
O consumidor deve pesquisar as diversas modalidades de crédito e tentar adequar às suas necessidades e ao seu orçamento. As taxas de juros de empréstimo pessoal costumam ser maiores para prazos de financiamento mais longos. Quem costuma utilizar o cheque especial deve ficar atento, pois, além dos juros altos, ao utilizar o limite de crédito, o consumidor paga o IOF (Imposto sobre Operações Financeiras).
Considerando que existe a possibilidade de variação da taxa do empréstimo pessoal em função do prazo do contrato, foi estipulado o período de 12 meses, já que todos os bancos pesquisados trabalham com este prazo.
Os dados coletados referem-se a taxas máximas pré-fixadas para clientes não preferenciais, independente do canal de contratação, sendo que para o cheque especial foi considerado o período de 30 dias.
A queda rápida da inflação, a desaceleração da demanda doméstica (fruto da retirada dos estímulos fiscais) e a fragilidade da economia internacional (queda de preços de produtos comercializáveis internacionalmente) representaram uma mudança na avaliação de risco inflacionário.
Apesar da desaceleração do aumento da taxa básica, o Brasil continua na liderança do ranking de juros reais praticados em quarenta países.
A situação está muito longe de ser confortável para o consumidor final de crédito, que é quem, em última análise, sente no bolso as oscilações da política monetária.
Taxas de juros sobem pelo 4º mês seguido
Em: 12 de agosto de 2010
As taxas médias de juros do empréstimo pessoal e do cheque especial voltaram a subir em agosto, registrando a quarta alta consecutiva, segundo pesquisa do Procon-SP divulgada hoje
Redação
Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
Veja também

Ipsos-Ipec: 33% avaliam governo Lula como ótimo ou bom; ruim ou péssimo sobe a 43%
16 de setembro de 2026

BC reduz juros básicos para 13,75% ao ano
16 de setembro de 2026
Projeção de IPCA em 12 meses no 1º tri de 2028, segue em 3,2%, diz Copom
16 de setembro de 2026

TCU alerta governo sobre risco de superestimação com receita para compensar isenção do IR
16 de setembro de 2026

Petrobras tem maior margem de lucro entre grandes petroleiras mundiais
16 de setembro de 2026

Aposentadoria aos 60 é sonho de 59% dos brasileiros; um terço acha que não conseguirá
16 de setembro de 2026

Sancionada lei de incentivo à instalação de data centers
16 de setembro de 2026

Grammy Latino 2026: Anitta, Marina Sena e Ana Castela são artistas brasileiras indicadas
16 de setembro de 2026