TAM deve enviar papeis da fusão com LAN para Anac em setembro

Em: 17 de agosto de 2010
A TAM deve encaminhar em setembro para a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) os documentos referentes à proposta de integração das operações da companhia brasileira com a chilena LAN,para que o órgão possa analisar o negócio anunciado na última sexta
A TAM deve encaminhar em setembro para a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) os documentos referentes à proposta de integração das operações da companhia brasileira com a chilena LAN,para que o órgão possa analisar o negócio anunciado na última sexta

A TAM deve encaminhar em setembro para a Anac (Agência Nacional de Aviação Civil) os documentos referentes à proposta de integração das operações da companhia brasileira com a chilena LAN, para que o órgão possa analisar o negócio anunciado na última sexta-feira. A informação foi dada ontem pelo presidente da TAM S.A., Marco Bologna.
Bologna e o presidente da TAM Linhas Aéreas, Líbano Barroso, estiverem reunidos nesta tarde com o ministro da Defesa, Nelson Jobim, e com a presidente da Anac, Solange Vieira. Segundo o executivo, o encontro foi uma “visita de cortesia” para apresentar os detalhes da operação que, caso seja aprovada pelos órgãos reguladores do Brasil e do Chile, resultará na 11ª maior empresa aérea do mundo.
Em entrevista após o encontro, Bologna e Barroso insistiram que a operação está dentro de todos os parâmetros determinados pela legislação brasileira, que impede que uma empresa estrangeira controle o capital votante de uma companhia aérea nacional. O principal argumento usado pelos executivos é que 80% do capital votante da TAM S.A. – que controla a TAM Linhas Aéreas – permanecerá sob o controle da família Amaro. “Não tem drible (na legislação) porque o capital votante da TAM S.A. continua na mão da família Amaro, que está na aviação há três décadas”, afirmou Bologna.
O executivo reafirmou estar confiante na aprovação, pelos órgãos reguladores, da operação, dentro de um prazo de seis a nove meses. O negócio só será efetivado depois dessa sinalização e da aprovação dos acionistas das duas companhias.
Bologna disse ainda que a junção das duas empresas segue uma tendência mundial de consolidação no setor aéreo. “Esse é um movimento que está vindo para a América do Sul, é uma antecipação de uma tendência global”, disse Bologna. Para o executivo, à medida que a nova empresa ganhe “musculatura” ela poderá avaliar aquisições de outras companhias. Mas fez questão de frisar que esse movimento não faz parte do plano de negócios que culminou com o anúncio da operação no fim da semana passada
Bologna afirmou também que caso o Congresso venha aprovar projeto de lei que eleva de 20% para 49% a participação de estrangeiros no capital votante de aéreas nacionais, a família Amaro poderá reduzir sua participação de 80% no capital da TAM S A. para 51%, deixando os 49% restantes sob o controle da família chilena Cuento.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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