Empresas vão ter de cumprir convenção anticorrupção

Em: 19 de agosto de 2010
O Governo Federal vai passar a condicionar a liberação de financiamento às exportações de produtos brasileiros ao comprometimento das empresas com o combate à corrupção de funcionários públicos estrangeiros nas transações comerciais
O Governo Federal vai passar a condicionar a liberação de financiamento às exportações de produtos brasileiros ao comprometimento das empresas com o combate à corrupção de funcionários públicos estrangeiros nas transações comerciais

O Governo Federal vai passar a condicionar a liberação de financiamento às exportações de produtos brasileiros ao comprometimento das empresas com o combate à corrupção de funcionários públicos estrangeiros nas transações comerciais.
A partir de agora, para conseguir acesso à linha de crédito dos bancos oficiais -BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) e Banco do Brasil- ou equalização de taxas de juros e seguro de crédito, os exportadores terão que assinar a Declaração de Compromisso do Exportar, onde garantem respeito à convenção anticorrupção da OCDE (Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômicos), ao qual o Brasil aderiu.
De acordo com resolução Câmara de Comércio Exterior publicada na edição de ontem do “Diário Oficial da União”, a empresa que descumprir o compromisso, diretamente ou por meio de representante, perderá acesso aos programas do governo e dos bancos oficiais voltados às vendas para o estrangeiro.
É considerado crime passível de punição o ato de prometer, oferecer ou dar, direta ou indiretamente, vantagem indevida a agente público estrangeiro, além dos crimes contra a administração pública estrangeira.

Envolvidos no negócio

Ao assinar a declaração a empresa também afirma que nenhuma das pessoas envolvidas na negociação da exportação responde a processo ou já foi condenada por crime de corrupção. Se compromete ainda a informar, caso solicitado, nomes dos envolvidos no negócio, além do valor de comissões e taxas que foram pagas eles.
O documento exige também que a empresa assuma compromisso de implantar “sistema de controle interno com políticas contábeis claras e precisas que permitam mecanismos internos de verificação e comprovação da proporcionalidade e razoabilidade dos pagamentos feitos a representantes, agentes, mandatárias e outras pessoas ou organizações com as quais mantenham vínculos.”

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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