AM supera país, mas fica atrás da região Norte

Em: 20 de agosto de 2010
O saldo de empregos no Amazonas avançou 0,65%, totalizando 2.444 postos de trabalho gerados na região, na passagem de junho para julho
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O saldo de empregos no Amazonas avançou 0,65%, totalizando 2.444 postos de trabalho gerados na região, na passagem de junho para julho

O saldo de empregos no Amazonas avançou 0,65%, totalizando 2.444 postos de trabalho gerados na região, na passagem de junho para julho. O período registrou 17.415 admissões e 14.971 desligamentos, segundo o Caged (Cadastro Geral de Empregados e Desempregados) do MTE (Ministério do Trabalho e Emprego). O desempenho superou do Estado superou a média nacional (+0,53%), mas ficou abaixo da marca conquistada pela região Norte (+0,82%).
No ano, o Estado acumula alta de 4,43% na geração de empregos (15.988), com 114.569 efetivações e 98.581 demissões. O desempenho é apontado pelo MTE como sendo o terceiro melhor da série histórica, sendo superado apenas pelos anos de 2008 e 2004, com 18 mil e 17 mil assalariados, respectivamente. Em relação a julho de 2009 o incremento no saldo de celetistas do Amazonas (25.961) foi de 7,6%.
Na comparação de julho com junho, o maior incremento veio do setor agropecuário (+14,35%) e o maior saldo (1.164), da indústria. Tradicional motor do mercado de trabalho, a construção civil aumentou seu estoque em 2,83%, com 787 vagas criadas. Em contrapartida, o setor de serviços, que vinha liderando as estatísticas dos meses passados, sofreu um tombo de 0,28% e cortou 409 vagas.

Sem qualificação

Em relação às demissões ocorridas nos setores de comércio e serviços, o presidente da FCDL/AM (Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do Amazonas), Ralph Assayag, enfatiza que o mercado ainda não possui profissionais qualificados suficiente. “As vagas para o comércio existem. Há muitas aqui, mas o principal entrave das empresas ainda é a mão-de-obra qualificada. A empresas demitem muito por esse motivo”, explicou.
Para o presidente do Sinduscon/AM (Sindicato da Indústria da Construção Civil do Amazonas), Eduardo Lopes, embora o mercado local esteja aquecido, o setor ainda não conseguiu alcançar as 5.000 contratações previstas para 2010. “Se todas as obras para a Copa do Mundo tivessem sido iniciadas, já estaríamos chegando bem próximo desse número”, finalizou.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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