A discussão em torno da definição do padrão do Sistema Brasileiro de Rádio Digital (SBRD) – que foi instituído esse ano – deve ganhar novos contornos durante o Congresso SET, que acontece na próxima semana em São Paulo. Além do estudo comparativo das tecnologias americana e europeia em teste no Brasil, serão apresentadas as melhorias feitas nos Estados Unidos no padrão HD Radio, sua capacidade de transmitir outros dados além do áudio e a possibilidade de migração dos canais de AM para uma faixa estendida de FM.
Apesar do Ministério das Comunicações prosseguir com os testes para definir qual dos dois padrões In Band On Channel (IBOC) – o americano HD Radio e o europeu Digital Radio Mondiale (DRM) – será utilizado no país, o Sistema Globo de Rádio realizou outro teste em paralelo para avaliar se haveria diferença na cobertura de recepção da rádio digital na faixa AM com as duas tecnologias. “Uma das conclusões do estudo foi a confirmação de que efetivamente o problema não é a tecnologia, mas sim o ruído radioelétrico que prejudica a cobertura tanto do sinal analógico quanto do digital”, esclarece Marco Túlio Nascimento, profissional que coordenará o painel sobre o tema durante o Congresso SET.
Ainda de acordo com Nascimento, a dificuldade de se estabelecer um padrão para a Rádio Digital no Brasil residia no fato de que o DRM ainda não havia sido testado para saber se ele poderia oferecer uma performance melhor em termos de cobertura. “Além da cobertura de AM, ainda é necessário avaliar o FM, o status do amadurecimento do mercado de equipamentos entre outros quesitos”, complementa
Padrão Americano – HD Rádio
Em teste desde 2005 e visto como preferido por algumas emissoras brasileiras, o sistema recebeu melhorias nos Estados Unidos com o objetivo de aumentar a cobertura de recepção, tanto no FM quanto no AM. Essas novidades e a capacidade de transmissão de dados auxiliares como uma imagem de capa de um CD, por exemplo, e suas aplicações para o ouvinte serão apresentadas no Congresso.
Por fim, será apresentado outro estudo sobre a possibilidade de migração dos canais de AM para a faixa dos canais 5 e 6 de TV – VHF. “Com a digitalização da televisão e a desocupação destes canais, a extensão da faixa FM torna-se uma alternativa possível para a retransmissão digital dos programas atuais”, finaliza.






