Taxa de inadimplência recua pelo 13º mês

Em: 1 de setembro de 2010
A taxa de inadimplência na carteira de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) para aquisição de veículos recuou pelo 13º mês consecutivo, atingindo a marca de 3,4% no mês de julho
A taxa de inadimplência na carteira de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) para aquisição de veículos recuou pelo 13º mês consecutivo, atingindo a marca de 3,4% no mês de julho

A taxa de inadimplência na carteira de CDC (Crédito Direto ao Consumidor) para aquisição de veículos recuou pelo 13º mês consecutivo, atingindo a marca de 3,4% no mês de julho. A informação consta em levantamento realizado pela Anef (Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras), divulgado pela entidade ontem.
A análise considera atrasos acima de 90 dias. Em julho do ano passado, a taxa havia sido de 5,3%, ainda como reflexo do agravamento da crise econômica mundial.
“O consumidor demons­tra mais maturidade, pois vem assumindo compromissos dentro de sua capacidade de pagamento. Prova disso é que o atual índice de inadimplência é inferior ao registrado em agosto de 2008 [3,7%], período referente à pré-crise financeira internacional”, avaliou o presidente da Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras, Décio Carbonari de Almeida.

Saldo de carteira

O saldo das carteiras de Crédito Direto ao Consumidor e leasing atingiu R$ 170,4 bilhões em julho, com expansão de 14% ante o mesmo mês de 2009. Desse total, R$ 115,2 bilhões correspondem ao Crédito Direto ao Consumidor, que teve um incremento de 36,7% nesse período. Já o saldo do leasing (R$ 55,2 bilhões) apresentou retração de 15,3%.
A taxa média de juros praticada pelas associadas à Associação Nacional das Empresas Financeiras das Montadoras em julho ficou em 1,45% ao mês, ante 1,49% um ano antes. Já no confronto com junho (1,43%), houve aumento, refletindo a alta na taxa básica de juros, a Selic.
“Mesmo com essa alteração, o saldo das carteiras segue em elevação, o que reflete a confiança do consumidor na economia brasileira para as compras a prazo de automóveis”, ponderou Almeida.
Sobre os planos médios de financiamento, ficaram em 41 meses em julho, um pouco abaixo do registrado (42) em igual intervalo no ano passado.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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