De janeiro a agosto de 2010, em relação a igual período de 2009, a inadimplência das pessoas jurídicas recuou 7,2%. Considerando o acumulado até agosto, foi o menor percentual verificado desde 2004, conforme o Indicador Serasa Experian de Inadimplência das Empresas. Na relação agosto sobre julho a queda na inadimplência dos negócios foi de 4,2%. Já na comparação anual, agosto 2010/2009, houve um aumento de 3,8%.
Os economistas da Serasa Experian avaliam que o principal fator que contribuiu para o decréscimo na inadimplência das pessoas jurídicas foi o fim do ciclo de elevação da taxa básica de juros, a Selic. “Com juros mais estáveis, as empresas passaram a contar com maior previsibilidade em relação aos custos de capital”, assinalaram, em comunicado à imprensa.
Análise por porte
Na análise por porte, considerando a variação mensal, agosto ante julho, as grandes empresas experimentaram uma queda de 11,7% em sua inadimplência. Nas médias, o recuo foi de 6,1% e nas micro e pequenas de 3,9%. Quanto a variação anual, agosto 2010/2009, houve alta de 4,1% na inadimplência das micro e pequenas empresas, ao passo que as grandes e as médias continuaram registrando quedas de 0,4% e 2%, respectivamente.
Na decomposição do indicador, considerando a variação mensal, agosto em relação a julho, nota-se que as dívidas não honradas junto aos bancos foram o único componente que deu uma contribuição positiva ao indicador. Com o crescimento de 2,8% no mês, a contribuição dos bancos foi de 0,7%.
Já os protestos, com queda mensal de 8,1%, e os cheques devolvidos por falta de fundos, com 4,4% de recuo, contribuíram de maneira determinante para o decréscimo do indicador, com 3,2% e 1,6%, nesta ordem.
De janeiro a agosto de 2010, o valor médio das dívidas com bancos foi de R$ 4.733,64, com 3,6% de elevação, ante igual período do ano anterior. Quanto aos títulos protestados, o valor médio registrado nos primeiros oito meses foi de R$ 1.635,58, o que resultou em 8,9% de queda.






