Bolsas europeias fecham em queda puxada pelos EUA

Em: 11 de outubro de 2010
A maioria das bolsas europeias fechou em queda, reagindo à divulgação dos dados sobre o nível de emprego nos EUA (payroll), que vieram pior do que o esperado
A maioria das bolsas europeias fechou em queda, reagindo à divulgação dos dados sobre o nível de emprego nos EUA (payroll), que vieram pior do que o esperado

A maioria das bolsas europeias fechou em queda, reagindo à divulgação dos dados sobre o nível de emprego nos EUA (payroll), que vieram pior do que o esperado. O índice pan-europeu Stoxx 600 ficou praticamente estável, com pequena retração de 0,04 ponto (0,02%), a 262,27 pontos. Mesmo assim o índice registrou avanço de 1,32% na semana.
O saldo comercial da Alemanha caiu para € 9 bilhões em agosto, de € 13,5 bilhões em julho, enquanto o superavit em conta corrente do país diminuiu para € 4,6 bilhões, de € 9,1 bilhões, segundo dados não ajustados do Escritório Federal de Estatísticas, o Destatis. No Reino Unido, o índice de preços ao produtor (PPI) aumentou 4,4% em setembro, em bases anuais, após avançar 4,7% em agosto, de acordo com dados do Escritório Nacional de Estatísticas.
Mas os dados mais importantes do dia foram as informações do payroll. A economia dos EUA cortou 95 mil empregos em setembro, segundo informou o Departamento de Trabalho do país. O dado foi muito pior do que o corte de 10 mil vagas esperado pelos economistas ouvidos pela Dow Jones. Mesmo assim, a taxa de desemprego norte-americana permaneceu em 9,6% em setembro, levemente abaixo da previsão dos economistas, que esperavam que o indicador subisse para 9,7%.
Para Edmund Shing, estrategista de ações do Barclays Capital, os dados do payroll não foram tão ruins, já que os números piores do que o esperado em setembro foram compensados, em parte, pela revisão positiva no indicador de agosto. “Após uma fantástica performance dos mercados de ações em setembro, eu não me surpreenderia com mais quedas este mês, como parte de um período de desaceleração, até que a temporada de balanços realmente comece”, comentou.
Segundo Julian Pendock, executivo-chefe de investimentos da Senhouse Capital, os bancos europeus ainda não estão fora de perigo. “Eu também não compraria ações de empresas que dependem de gastos do governo ou subsídios. O consumo ainda parece muito frágil em várias partes da Europa e não deve haver uma grande recuperação”, acrescentou.
O índice FT-100, da Bolsa de Londres, fechou em ligeira queda de 4,52 pontos (0,08%), em 5.657,61 pontos, mas acima da mínima intraday de 5.606,60 pontos. “Os investidores compraram ações após os dados ruins do payroll aumentarem as especulações de que o Federal Reserve vai ser obrigado a anunciar uma nova rodada de medidas de afrouxamento quantitativo”, comentou a City Index. Entretanto, a corretora afirmou que se estas novas medidas não forem anunciadas em breve existe potencial para uma forte onda de vendas. Na semana, o índice acumulou alta de 1,16%.
No setor financeiro, o Barclays perdeu 2,24% após o fundo de investimento de Abu Dabi afirmar na noite de ontem que iria diminuir sua considerável exposição ao banco. O fundo vendeu 220 milhões de ações por quase 295 pence. Ainda no setor, o HSBC recuou 0,51% e o Lloyds caiu 0,68%. A Unilever teve retração de 1,68%. O setor de mineração teve um desempenho melhor, impulsionado pelo aumento nos preços das commodities (Anglo American +2,31%, BHP Billiton +1,79%, Randgold Resources +2,20%, Rio Tinto +1,84%, Xstrata +2,86%). A exceção foi a Fresnillo, que perdeu 3,18% depois que o Bank of America Merrill Lynch reduziu a recomendação da empresa.
Na Bolsa de Frankfurt, o índice Xetra-DAX fechou em leve alta, de 15,42 pontos (0,25%), em 6.291,67 pontos. No acumulado da semana, o índice avançou 1,29%. Na sessão, as ações do Commerzbank tiveram ganho de 3,15%.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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