Deslizamento tem prejuízo incalculável

Em: 19 de outubro de 2010
Durante todo o dia de ontem foi intensa a movimentação por parte dos representantes de empresas que buscavam informações a respeito de mercadorias perdidas no deslizamento de terra que ocorreu nas primeiras horas de domingo, 17, no Porto Chibatão
Durante todo o dia de ontem foi intensa a movimentação por parte dos representantes de empresas que buscavam informações a respeito de mercadorias perdidas no deslizamento de terra que ocorreu nas primeiras horas de domingo, 17, no Porto Chibatão

Durante todo o dia de ontem foi intensa a movimentação por parte dos representantes de empresas que buscavam informações a respeito de mercadorias perdidas no deslizamento de terra que ocorreu nas primeiras horas de domingo, 17, no Porto Chibatão, localizado no bairro Colônia Oliveira Machado. O porto está localizado à margem esquerda do Rio Negro, com uma área de 217 mil metros quadrados.
De acordo com representantes das empresas que abrigavam mercadorias no local, os prejuízos são incalculáveis. Entre os produtos que estavam estocados no porto, estão embalagens com produtos plásticos descartáveis e alimentícios.
Segundo o comandante do Porto Chibatão, José Luís de Souza, os prejuízos são incalculáveis tanto para o porto, quanto para as empresas. “Não sabemos exatamente quantas carretas foram para o fundo, não temos noção das mercadorias que ali se encontravam. É cedo para se fazer uma avaliação mais precisa do que foi perdido e dos prejuízos econômicos que tivemos”, afirmou.
Para o despachante da empresa Pneuforte, Dorian Botelho, não existe ainda informações precisas sobre os contêineres. “Ninguém sabe exatamente nos informar quantos ao certo afundaram, sabemos que dentro da área que armazenava produtos nacionais haviam 60 contêineres com produtos importados. Essa informação preocupa a empresa que também trabalha com importação”, lamentou.
O representante da empresa Nissin Brake do Brasil, Raimundo Souza, informou que o porto não disponibilizou pessoas para esclarecer as dúvidas sobre o que aconteceu. “Estamos desde domingo querendo informações sobre o acidente. Estamos preocupados com nossas mercadorias, mas os representantes ainda não nos informaram nada”, desabafou Souza.
Perguntado se as empresas que tiveram os contêineres e mercadorias perdidas no deslizamento seriam indenizadas, o comandante disse que haverá um estudo mais detalhado para que isso seja realizado. “Com certeza vai haver uma avaliação minuciosa e criteriosa para que as empresas não tenham mais prejuízo, mas é necessário que se faça primeiro estudos de avaliação no sentido de verificar o que cada empresa perdeu com o acidente”, justificou Souza.
O comandante afirmou que o deslizamento foi causado por conta de um fenômeno da natureza. “Particularmente nunca vi um buraco tão grande, não sei exatamente quais foram as causas, estou trabalhando apenas com as consequências”, frisou.

Produtos químicos

De acordo com o diretor de Qualidade e Controle Ambiental da Semmas, Norberto Magno, os responsáveis pelo empreendimento informaram não haver nenhum contêiner com produtos químicos porque os depósitos continham apenas material acabado e não matéria-prima. “A área ainda estava instável e foi possível fazer apenas uma avaliação parcial do que havia ocorrido. Hoje (ontem) foi feita uma vistoria no local”, afirmou.
De acordo com informações do Corpo de Bombeiros do Estado do Amazonas, o local está sendo vigiado em estado de alerta, pois ainda há ameaças de deslizamentos.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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