Segundo o secretário da Seplan (Secretaria de Estado de Planejamento e Desenvolvimento Econômico), Marcelo Lima, Manaus deverá ter sua produção de telas em LCD (Monitor de Cristal Líquido) firmadas até março de 2011. O depoimento foi dito durante a penúltima reunião promovida pelo Codam (Conselho de Desenvolvimento do Estado do Amazonas) na tarde de ontem.
Até agosto, foram aprovados pelo Codam quatro projetos de fabricação de LCDs. No encontro de ontem, foram aprovados mais dois projetos para o PIM (Polo Industrial de Manaus). O primeiro foi da Semp Toshiba que deverá empregar cerca de 360 pessoas com um investimento de R$ 57,3 milhões. Depois o conselho liberou também o projeto da Panasonic que fabricará LCDs para uso automotivo. O gasto total para a linha de produção será de R$ 6 milhões e oferecerá 21 novos postos de trabalho.
“Essa consolidação dos LCDs é devido ao incentivo de 20% paras as empresas adquirem insumos na produção dos monitores. A medida mostrou-se positiva para o PIM, assim como para todo o país”, afirmou Lima.
Com o acréscimo dessas duas novas linhas de produção de LCDs, o Codam já possui seis projetos até o momento para os próximos três anos. Eles receberam um investimento de R$ 1,54 bilhão e contratarão 1,82 mil trabalhadores até 2013.
Na reunião do Codam foram aprovados 25 projetos industriais nas diversas modalidades de produção com um investimento total de R$ 648 milhões. A expectativa, conforme relatório das empresas que submeteram as propostas para avaliação do conselho, é que as fábricas convoquem 1.305 vagas para o PIM.
Acidente no Porto Chibatão monopoliza debates da reunião
Durante o encontro com os representantes da indústria, comércio, governo e entidades trabalhistas no Codam, o principal assunto abordado não foram os projetos, mas o deslizamento de terra ocorrido no Porto Chibatão, no último domingo, 17.
Na opinião do diretor executivo do Cieam (Centro da Indústria do Estado do Amazonas), Ronaldo Mota, ainda não há solução no curto prazo para resolver o problema no estoque e recebimento de cargas para a indústria e comércio. “Agora que a área está sob embargo, qual é o plano B na falta do Porto Chibatão?”, indagou.
Logística em xeque
O grande entrave, apontado pelos dirigentes é qual seria o outro porto que as empresas poderiam utilizar para exportar e receber insumos e produtos acabados. Atualmente, o local é o maior centro fluvial de escoamento da produção do Amazonas. “É como diz aquele ditado: quem tem um não tem nenhum”, lamentou Lima.
Outro alerta feito durante a reunião, veio do diretor da Feceam (Federação do Comércio do Estado do Amazonas), Enock Luniére. Ele disse que o número de caminhões que foram para o fundo do rio preocupa o setor hortifrutigranjeiro. “Recebemos a notícia de que 13 carretas de gêneros alimentícios estão submersas e ainda não sabemos como isso vai comprometer o abastecimento para a cidade”, finalizou.






