“Observaremos efeito da medida do Fed”, afirmou Henrique Meirelles

Em: 5 de novembro de 2010
O presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá expor na reunião do G20 em Seul, na próxima semana, suas preocupações com a disputa cambial que ocorre hoje no planeta
O presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá expor na reunião do G20 em Seul, na próxima semana, suas preocupações com a disputa cambial que ocorre hoje no planeta

O presidente do BC (Banco Central), Henrique Meirelles, afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deverá expor na reunião do G20 em Seul, na próxima semana, suas preocupações com a disputa cambial que ocorre hoje no planeta. “Ele está certamente preocupado com esta situação cambial do mundo e isso certamente será objeto de uma discussão séria no G20, exatamente não só a questão da liquidez do dólar, mas o desequilíbrio da economia global”, comentou, em entrevista à Globo News, ontem (03) à noite.
De acordo com Meirelles, o presidente Lula já esperava a decisão do governo norte-americano de emitir mais US$ 600 bilhões nos EUA a fim de tentar reanimar a economia daquele país. “Estamos observando, vamos ver os efeitos desta medida do Fed”, destacou. Segundo ele, a decisão do Banco Central norte-americano levou o dólar a “ceder bastante” no exterior. Mas ele lembrou que houve uma pequena recuperação.
“Vamos aguardar um pouco o desenvolvimento. Essa é uma questão do mundo todo”, ressaltou.
Meirelles frisou que as decisões adotadas pelo governo para conter a valorização cambial estão sendo avaliadas pelas autoridades econômicas nacionais. “Em resumo: o Brasil tomou medidas certas, na hora certa. Estamos tranquilos aguardando o desenrolar da situação”, disse.
Meirelles não fez comentários sobre a perspectiva do Brasil alcançar taxa de juro real de 2% em 2014, como manifestou a presidente eleita, Dilma Rousseff, durante sua recente campanha. Segundo ela, o juro real cairia para aquele patamar em quatro anos a partir de alguns fatos, como a redução da dívida pública líquida dos atuais 41% do PIB para 30% no final do seu mandato. “Quando se trabalha com o regime de metas de inflação não se pode ter uma meta de juros, inclusive porque existem os ciclos monetários, independente do país, todos os países têm”, comentou
Meirelles não se manifestou sobre a possibilidade de continuar ou não na presidência do Banco Central no governo de Dilma Rousseff. “Não há esta decisão. No momento estou totalmente focado na economia.

Redação

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