Vender brindes é vender propaganda e fazer marketing de brindes é investir em um instrumento para futura propaganda. Na prática, esse processo acontece de forma quase espontânea. Em Manaus, as empresas estão apostando maciçamente no setor que cresce a passos largos à medida que a cidade se desenvolve.
De acordo com o empresário Willis Oliveira, que atua no ramo há quatro anos, o mercado local está apenas começando, mas possui grande potencial de crescimento. “Estou apostando firme no setor, e espero um retorno melhor para os meses de novembro e dezembro. Por conta da aproximação do fim de ano a demanda aumenta, com pedidos para brindes, como agendas, chaveiros, calendários, canetas, entre outros”, salientou.
Oliveira falou das dificuldades de se importar produtos de outros Estados, e do tempo que esses produtos levam para chegar até Manaus. “Muitas vezes perco clientes, pois tenho receio de não conseguir cumprir contratos e, consequentemente, não entregar os pedidos aos clientes no prazo estipulado. Hoje, importo toda a matéria-prima do Paraná. A distância e a demora têm sido nossos maiores inimigos na hora de obter lucro”, observou o empresário.
Durante o período eleitoral de 2010, houve um crescimento nas vendas. “O período eleitoral só cresceu a partir do 2º turno, quando houve aumento nos pedidos das confecções de camisetas e bonés. O diferencial é ter produtos de primeira linha, para suprir as necessidades dos clientes”.
Oliveira finalizou dizendo que sua empresa está crescendo 20% ao ano, e que emprega 50 colaboradores diretos e indiretos.
Mercado concorrido
Para a gerente de vendas da Marca Brasil, Mariete Marques, o mercado em Manaus está ficando cada vez mais concorrido, tanto para as empresas locais, quanto para as empresas de outros Estados. “Fica difícil concorrer com São Paulo, pois importamos quase que 100% de toda a matéria-prima que comercializamos aqui. Os encargos e tributos, como ICMS (Imposto Sobre Circulação de Mercadorias e Serviços), mais o frete aéreo dessas mercadorias, e o risco de se cometer erros, afetam a produção e encarecem o produto final. Esses fatores são os vilões que impossibilitam praticarmos preços mais baixos dentro do mercado local”, explicou a gerente.
Mariete informou que a empresa cresceu mais de 50% este ano, com relação ao mesmo período do ano passado, e que a empresa continua investindo alto em máquinas e equipamentos com o objetivo de melhor servir a clientela amazonense. “Este ano trouxemos a primeira máquina de impressão digital que faz impressão metalizada no adesivo leitoso (branco) ou transparente, importamos também bases metal de chaveiros. Sendo assim, não ficamos dependendo o tempo todo do mercado externo (São Paulo, Goiânia)”.
São Paulo sufoca setor local
Pesquisa realizada pela Ampro (Associação de Marketing Promocional de Sâo Paulo) aponta que os preços dos concorrentes externos são bem mais em conta, levando em consideração que a cidade de São Paulo tem os maiores fornecedores e possui uma produção que é absorvida por todo o Brasil.
“O mercado de brindes, em forma geral, chegou a sua maturidade, isso implica que as margens de lucro se resumem à medida que novas empresas entram no mercado. Há uns dez anos existiam apenas 800 empresas no Brasil, hoje existem 4.300”, avaliou o vice-presidente da Ampro, Auli de Vitto.
A solidez do mercado do Sul e Sudeste do país se qualifica como sendo robusto, composto por grandes empresas com produção suficiente para atender mercados na esfera nacional e internacional. A qualidade dos produtos dessas empresas e a grande produção, que são absorvidas por grande parte do mercado nacional, possibilitam a elas praticarem preços de 20% a 50% a menos que os mercados do Norte e do Nordeste.
Preço de produtos locais
A gerente disponibilizou preços de alguns produtos que são praticados pela Empresa Marca Brasil, em Manaus.
Dentre eles está o Chaveiro personalizado, que pode ser encontrado a partir de R$ 4 – Canetas a R$ 2 – (sendo que dependendo da quantidade do pedido, o cliente pode ter um desconto entre 10% a 40%) –; Agendas personalizadas com a logo da empresa e com capa de napa, pode ser encontrada de R$ 22 a R$ 25 (dependendo da quantidade do pedido, mínimo de 100 unidades, o cliente pode ter ate 15% de desconto); e Squeezes (garrafinhas) personalizadas, essas importamos do Nordeste, dependo também da quantidade dos pedidos e do tamanho, preço unitário pode ter desconto de até 10%.
Mariete salientou que objetos em acrílico, como prismas, porta caneta, troféus e caixas de sugestões, os preços variam conforme o tamanho do pedido. Os púbitos transparentes e em leitoso, tem preços que variam de R$ 1.200 a R$ 3.500 (dependendo da espessura, do tamanho e do modelo). As bolsas personalizadas dependem da arte, do material usado, da quantidade solicitada e do prazo de entrega.







