Volume de fusões anunciado cresce 61,8%

Em: 18 de novembro de 2010
O volume de fusões e aquisições anunciado no Brasil cresceu 61,8% de janeiro a setembro, na comparação com igual período do ano passado, somando R$ 144,8 bilhões
O volume de fusões e aquisições anunciado no Brasil cresceu 61,8% de janeiro a setembro, na comparação com igual período do ano passado, somando R$ 144,8 bilhões

O volume de fusões e aquisições anunciado no Brasil cresceu 61,8% de janeiro a setembro, na comparação com igual período do ano passado, somando R$ 144,8 bilhões. Foi o maior volume para o período desde 2006, segundo dados da Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiros e de Capitais), e corresponde a um valor 21,7% superior ao verificado ao longo de todo o ano de 2009. No total foram anunciadas 94 operações, ante as 68 de janeiro a setembro do ano passado.
Somente no terceiro trimestre deste ano, o volume de operações é de R$ 53,5 bilhões, o que representa um aumento de 76,6% na comparação com o observado no mesmo trimestre do ano anterior e maior que os observados em toda a série apresentada desde 2006.
A Anbima destacou que das dez maiores operações que ocorreram neste ano, quatro foram realizadas entre julho e setembro: a aquisição da participação da Portugal Telecom na Brasicel (Vivo) pela Telefónica, por R$ 18,2 bilhões; a formação da LATAM, com os ativos da TAM e LAN, com volume de R$ 14,4 bilhões; a operação entre o Grupo Oi e a Portugal Telecom, com R$ 9 bilhões, e a Oferta Pública de Aquisição de Ações (OPA) da Net, adquiridas pela Embratel por R$ 4,6 bilhões.

Empresas brasileiras

O destaque foi a aquisição de empresas brasileiras por estrangeiras que somou R$ 44,1 bilhões, o que representa 32,9% do total das fusões e aquisições do período, em 24 operações. No mesmo período do ano passado, esse percentual era de 9%, em 2008, a participação havia sido de 13,3%.
Na distribuição das operações por setores econômicos, o destaque foi a participação do setor de tecnologia da informação (TI) e de telecomunicações, com participação de 20,5% sobre o volume total dos anúncios. Em seguida, aparece o setor de agronegócios, com 15,5% das operações, e o setor de metalurgia e siderurgia, com participação de 13,3% sobre o volume total. Já no que diz respeito ao número de operações, aparecem em primeiro lugar os setores de agronegócio e energia, com 12,8% cada, seguidos do setor de comércio varejista, com 7,3% das 94 operações realizadas em 2010.

Redação

Jornal mais tradicional do Estado do Amazonas, em atividade desde 1904 de forma contínua.
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