As boas condições da economia trouxeram em outubro, mais uma vez, a taxa de desemprego no país para o nível mais baixo da série histórica e este cenário favorável deve ser mantido em novembro e dezembro. A avaliação é do economista-chefe da Máxima Asset Management, Elson Teles, que, em entrevista à Agência Estado, adiantou que prevê uma taxa de 6% da PEA (População Economicamente Ativa) para novembro e outra, de 5,5%, para dezembro. “Os números devem continuar recuando, por conta de fatores sazonais”, comentou, referindo-se ao período tradicional de maior aquecimento de vários setores da economia no final do ano.
Nesta quinta-feira, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que a taxa de desemprego no país, sem a retirada dos fatores sazonais, atingiu 6,1% da PEA em outubro. Além de representar o menor número da série histórica iniciada em 2002 pelo instituto, a taxa ficou dentro das expectativas dos economistas do mercado financeiro, já que, na véspera do dia do anúncio, conforme levantamento realizado pelo AE Projeções com 34 instituições, a previsão era de que a taxa atingisse de 5,90% a 6,40%, intervalo que gerou uma mediana de 6,1%, exatamente o número projetado pela Máxima.
“Este resultado gerou uma queda na taxa de desocupação com ajuste sazonal de 6,4%, em setembro, para 6,3% em outubro, situação que sugere taxa de desemprego abaixo da considerada natural ou não inflacionária. Ressalte-se que o IBGE não divulga a série com ajuste sazonal, mas o BC faz o cálculo e o cita nas atas das reuniões do Copom”, chamou a atenção o economista, desta vez em relatório específico sobre o tema e lembrando que o Banco Central já chegou a citar em Relatório de Inflação que a taxa natural de desemprego no Brasil estaria entre 7,5% e 8,5%.
Para a taxa média de desemprego de 2010, Elson Teles também projetou um número bastante baixo, de 6,8%. Se confirmada, ficaria com um resultado bem inferior ao de 8,1% de 2009, quando a economia brasileira sofreu influência da crise financeira global iniciada no final de 2008. “Ou seja, o mercado de trabalho está voando”, disse à AE. O economista-chefe da Máxima Asset chamou também a atenção para o comportamento dos rendimentos dos trabalhadores em outubro, já que, segundo ele, os números ficaram acima do aguardado. “O rendimento médio real habitual dos trabalhadores continuou registrando alta em relação ao mesmo mês do ano passado (6,5%), ante 6,2% no mês anterior. Seguindo esta mesma tendência, a massa salarial apresentou expansão de 10,8% em relação à outubro de 2009 (10,1% em setembro), permanecendo como fator chave para a sustentação do crescimento da demanda doméstica”.
Desemprego pode cair para 6% este mês
Em: 26 de novembro de 2010
As boas condições da economia trouxeram em outubro, mais uma vez, a taxa de desemprego no país para o nível mais baixo da série histórica e este cenário favorável deve ser mantido em novembro e dezembro
Redação
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